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Facebook perde terreno em relação a websites do Google

Molly Schuetz e Sarah Frier

11/04/2018 13h55

(Bloomberg) -- O Facebook perdeu terreno para o Google em janeiro, quando os usuários passaram mais tempo no YouTube e em outras propriedades da Alphabet, segundo relatório.

Brian Wieser, analista da Pivotal Research que analisou dados de consumo digital da Nielsen, disse que as propriedades do Google, incluindo o YouTube e o Waze, somam juntas 27,4 por cento de todo o tempo gasto em mídias digitais -- 3 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. Por outro lado, a parcela de tempo gasta no Facebook caiu cerca de 2 pontos no mesmo período, para 16,3 por cento.

O Facebook depende do retorno frequente das pessoas para que possa coletar dados e usá-los para direcionar anúncios a elas. A empresa informou no quarto trimestre que os usuários estavam gastando menos tempo no website depois que o Facebook começou a direcionar os feeds de notícias dos usuários para postagens de amigos e familiares, distanciando-os de empresas e veículos de comunicação. Mas se a tendência continuar, os investidores podem entender a mudança como um sinal de que os usuários estão perdendo o interesse pelo Facebook.

A Nielsen publicou o relatório Digital Content Ratings na terça-feira. O YouTube responde por metade de toda a atividade do Google e continua atraindo todos os meses uma alta no consumo de mais de 20 por cento na comparação ano a ano, disse Weiser. Outras propriedades do Google expandiram o consumo em 33 por cento.

O principal website do Facebook perdeu 5 por cento do tempo gasto, apesar do aumento de 4 por cento no número de usuários. Isso equivale a um declínio de 8 por cento por pessoa, disse Weiser. O Instagram, que é propriedade do Facebook, se saiu muito melhor, com um aumento de 7 por cento no tempo por usuário.

Os analistas acompanham de perto o engajamento dos usuários na rede social após as revelações do mês passado de que foram coletados dados privados de milhões de pessoas pela consultoria política Cambridge Analytica. A agitação que resultou disso desencadeou o movimento #deleteFacebook e forçou o CEO Mark Zuckerberg a prestar depoimento ao Congresso dos EUA.

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