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Mercedes planeja irmão elétrico do Classe S para desafiar Tesla

Christoph Rauwald

(Bloomberg) -- A Mercedes-Benz está desenvolvendo um sedã movido a bateria de tamanho aproximado ao de seu carro topo de linha, o Classe S, de US$ 90.000, para desafiar o Tesla Model S mirando os compradores de carros elétricos de luxo.

O novo sedã full-size, chamado de EQ S, fará parte da iniciativa da unidade da Daimler para lançar 10 veículos totalmente elétricos até 2022, disse o CEO Dieter Zetsche, nesta quarta-feira, durante a apresentação do hatchback Mercedes Classe A renovado em Split, na Croácia.

A linha EQ será flanqueada por modelos híbridos plug-in que oferecem uma autonomia de bateria "totalmente diferente" da atual e os veículos convencionais apresentarão os chamados híbridos suaves, com tecnologia de 48 volts, um distanciamento em relação à capacidade de combustão pura. "Todos os veículos serão eletrificados", disse Zetsche.

A Mercedes, campeã mundial em vendas de carros de luxo, registrou entregas e lucros recorde no ano passado defendendo a liderança global contra a marca homônima da BMW e a marca Audi, da Volkswagen. Mas os custos crescentes do desenvolvimento de carros movidos a bateria e de novos produtos digitais, além das possíveis barreiras comerciais nos EUA e na China -- os dois maiores mercados da Mercedes --, ameaçam prejudicar as margens de lucro.

"Temos que aumentar a flexibilidade da produção local porque o mundo com um todo se tornou mais volátil", disse Zetsche. Ele reiterou que é muito cedo para comentar sobre os riscos potenciais das barreiras comerciais, acrescentando que os acontecimentos recentes na Rússia relacionados às sanções mais rígidas planejadas pelos EUA coincidiram com os sinais mais encorajadores na China a respeito do possível relaxamento das regras para investidores externos.

Oportunidades na China

"É claro que gostaríamos de ter oportunidades adicionais", disse Zetsche, em referência à possibilidade de a China relaxar os limites à propriedade de joint-ventures para as fabricantes estrangeiras. "Temos uma cooperação muito boa com a BAIC na China e podemos chegar à conclusão de que não haverá nenhuma mudança. Mas é claro que é melhor ter mais opções do que menos." A Mercedes atenderá à cota de carros elétricos planejada pela China, disse Zetsche.

A Daimler está aberta a analisar formas de cooperar com a nova maior acionista da empresa, a Li Shufu, desde que os interesses da parceira já existente da empresa na joint-venture chinesa, a BAIC Motor, sejam resguardados. Os possíveis projetos de cooperação não precisam necessariamente ficar restritos à China, mas os laços da Daimler com Renault, Nissan Motor e BMW podem limitar as oportunidades globais. "Não estamos fechados de forma dogmática", disse Zetsche.

A Mercedes vê potencial para um "aumento significativo dos volumes" com a expansão de sua linha de carros compactos dos cinco atuais para oito, disse Zetsche. A adição de modelos menores e acessíveis, como o crossover compacto GLA e o cupê CLA, ajudou a Mercedes a atrair consumidores mais jovens das rivais e essa tendência deverá continuar com o hatchback Classe A renovado, disse.

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