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CEO da Boeing faz piada com Tesla lançado em foguete por Musk

Julie Johnsson

13/04/2018 11h41

(Bloomberg) -- O CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, destacou as raízes profundas da empresa na exploração espacial com uma brincadeira sobre o ambicioso Elon Musk.

A empresa, um titã aeroespacial, não pretende lançar carros ao espaço tão cedo, disse Muilenburg, no Politico Space Forum. Mas "podemos pegar o que está lá e trazer de volta", disse.

Aparentemente, trata-se de uma piada sobre o Tesla Roadster vermelho que Musk lançou ao espaço com um astronauta manequim atrás do volante, no primeiro voo do poderoso foguete Falcon Heavy da Space Exploration Technologies, no início de fevereiro.

Mas a rivalidade crescente entre as empresas não é tão divertida. A SpaceX de Musk está transformando o setor de foguetes minando concorrentes consolidadas, como a United Launch Alliance, uma parceria da Boeing com a Lockheed Martin, com preços baixos e lançadores de foguetes reutilizáveis que reduzem os custos. Musk também apresentou uma agenda audaciosa para a colonização de Marte, atraindo farpas de Muilenburg em relação a qual das concorrentes construiria o primeiro foguete a chegar ao planeta.

A Boeing, que constrói naves espaciais desde a década de 1960, intensificou os investimentos em tecnologia espacial avançada com o engenheiro Muilenburg, 54, um dos raros CEOs da Fortune 50 que dedicou toda a carreira a uma mesma empresa.

Investimentos espaciais

Para lançar pequenos satélites, a Boeing está desenvolvendo o Phantom Express, um veículo experimental reutilizável, em conjunto com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA. Além disso, por meio de seu braço de capital de risco, está financiando uma fabricante australiana de nanossatélites. Na quarta-feira, a Boeing anunciou investimento também na Reaction Engines, uma empresa britânica que está desenvolvendo um motor híbrido para veículos espaciais capaz de voar a Mach 25.

A Boeing e a SpaceX também estão trabalhando em cápsulas comerciais rivais para colocar humanos em órbita por meio de um programa da Nasa que visa a acabar com a dependência dos EUA em relação aos foguetes russos para o envio de astronautas para órbita. Ambas as empresas estão atrasadas em relação ao cronograma e correm para iniciar os voos para a Estação Espacial Internacional antes que a Nasa fique sem os assentos adquiridos a bordo da nave Soyuz, no fim de 2019.

Os CEOs também estão voltando os olhos para as viagens a Marte, no que pode se transformar em uma corrida espacial definitiva. A SpaceX está montando ferramentas para um enorme foguete apelidado de BFR. A Boeing é uma subcontratada do Space Launch System, uma nova família de foguetes financiada pelo governo. E Muilenburg acredita que a Nasa deveria assumir a liderança e deixar o setor focar na comercialização de viagens espaciais mais próximas da Terra.

Com a primeira dessas poderosas espaçonaves em construção, Muilenburg enxerga estímulo e tecnologia para concretizar o sonho de colocar pés humanos em Marte antes de morrer. Na verdade, ele diz que está "esperançoso" de que isso ocorra dentro de uma década.

A corrida começou.

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