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Gestor de US$ 30 bi adota cautela com fornecedoras da Apple

Jeanny Yu e Emma Dai

(Bloomberg) -- Após ganhos generosos em cima de fornecedoras da Apple por muitos anos, um renomado gestor de fundos avisa que é hora de sair de fininho.

Geoffrey Wong, responsável por ações de mercados emergentes e da região Ásia-Pacífico na UBS Asset Management, reduziu participações nessas fornecedoras por duvidar que a demanda por telefones celulares topo de linha continuará subindo. Wong vendeu ações da Largan Precision, que mantinha em carteira desde pelo menos 2011. Os papéis dessa fabricante de lentes para aparelhos celulares se valorizaram 610 por cento em Taipei entre 2011 e 2017. Neste ano, acumulam queda de 14 por cento.

"Estamos um pouco mais cautelosos", disse Wong, que supervisiona uma equipe que administra cerca de US$ 30 bilhões, incluindo um dos fundos de ações emergentes de melhor desempenho. "Será que o preço chegou a ponto de os consumidores decidirem que não vão pagar US$ 1.000 por um telefone?"

Segundo ele, os consumidores estão optando por aparelhos mais simples e baratos. As vendas de telefones celulares Apple no quarto trimestre do ano passado ficaram aquém do esperado após o lançamento do iPhone X. Somente Xiaomi e Motorola, que produzem aparelhos mais acessíveis, conseguiram elevar as vendas no período, de acordo com a IHS Markit Ltd.

De modo geral, as ações de fabricantes de componentes com sede em Taiwan caíram no último ano. Já os papéis de empresas chinesas como Sunny Optical Technology Group e AAC Technologies Holdings estão entre os de melhor performance em Hong Kong, embalados pela expectativa de aumento da demanda na China. Mas Wong não está interessado e posicionou sua carteira com pouquíssima exposição ao segmento de smartphones.

O próximo sucesso

Wong está otimista em relação a fabricantes asiáticas de chips de memória, como Samsung Electronics e Taiwan Semiconductor Manufacturing, dado que o avanço da inteligência artificial favorecerá o segmento na próxima década. Ele também decidiu manter as ações de Tencent Holdings e Alibaba Group Holding, apesar da volatilidade recente, porque está empolgado com a expansão dessas empresas em finanças e serviços.

Para ele, ações de bancos em países emergentes também são bom negócio. O argumento é que a inadimplência está diminuindo à medida que os lucros aumentam e as grandes empresas devem tomar mais empréstimos para aumentar investimentos nos próximos três anos.

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