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Avianca e United próximas de joint venture sem troca de dinheiro

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Imagem: Divulgação

Christiana Sciaudone e Fabiola Moura

02/05/2018 10h17

(Bloomberg) -- A colombiana Avianca Holdings e a United Continental estão próximas de um acordo para formar uma joint venture (empreendimento conjunto) que não envolverá qualquer aporte de recursos, disse José Efromovich, membro do conselho da Avianca e irmão do presidente do conselho, Germán Efromovich, em entrevista em São Paulo.

O acordo seria o desfecho para um ano de negociações entre as duas empresas em busca de um relacionamento mais próximo. Se aprovado pelos órgãos reguladores, o acordo de joint venture permitirá às companhias compartilhar lucros e coordenar tarifas e horários.

"Nós subestimamos os prazos", disse José Efromovich em entrevista em São Paulo na semana passada. A Avianca e a United fazem parte do grupo de compartilhamento de milhas Star Alliance.

Um grande obstáculo foi removido em novembro, quando a Avianca e sua segunda maior acionista, a Kingsland Holdings, chegaram a um acordo para por fim a pendências judiciais.

A Kingsland processou a companhia aérea, a United e os irmãos Efromovich, alegando que as partes haviam negociado secretamente um empréstimo de US$ 800 milhões e uma parceria estratégica. Parte dos recursos teria sido destinada a quitar empréstimos com o fundo Elliott Management, de Nova York, disse a Kingsland.

O acordo agora em discussão não envolve uma injeção de caixa na Avianca, disse José Efromovich.

"A United não está colocando um centavo na Avianca Holdings", disse ele. Nem o Elliott, completou. A United não quis comentar. O fundo Elliott Management não retornou pedidos de comentários.

United investe em concorrente da Avianca

Separadamente, a United mais que dobrou sua participação na Azul, para 8%, de acordo com um comunicado de sexta-feira (27).

Os concorrentes locais da Azul incluem a Avianca Brasil, que está tentando realizar uma fusão com a Avianca Holdings sem cronograma fixo, disse Efromovich, que controla a companhia aérea brasileira. Fazer esse acordo depende da Avianca Brasil reportar lucro, disse ele. Os resultados da empresa em 2017 estão sendo auditados antes de serem enviados à Anac em breve.

O ano passado teria sido positivo para a Avianca Brasil se ela não tivesse investido em voos internacionais, disse ele. No pior cenário, a companhia deve ficar um pouco abaixo do "break even" (ponto de equilíbrio nos negócios em que não há nem lucro, nem prejuízo).

Embora a Avianca Brasil não tenha planos imediatos de realizar uma abertura de capital, a ideia não está fora de questão. "Somos abordados direto para IPOs e bonds (títulos de dívida)", disse Efromovich. "Ainda estamos segurando."

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