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Futuro do tabaco é high tech, mas cigarro comum ainda domina

Lisa Du

02/05/2018 13h30

(Bloomberg) -- O papel ainda dá as cartas na Japan Tobacco, pelo menos por enquanto.

O setor pode estar apostando seu futuro nos aparelhos de alta tecnologia para fumar em meio ao endurecimento da regulação global, mas as grandes empresas da indústria do tabaco obtêm a maior parte dos ganhos com cigarros tradicionais.

A situação é clara nos resultados da Japan Tobacco, divulgados na terça-feira. No geral, o volume de vendas internacionais de cigarros subiu 7,3 por cento no primeiro trimestre, quando a empresa entregou 98 bilhões de unidades. O número supera de longe os resultados do produto de última geração Ploom Tech da Japan Tobacco, que vendeu o equivalente a cerca de 300 milhões de unidades de cigarros.

O lucro operacional caiu 1,5 por cento e a Japan Tobacco continua com dificuldades em seu mercado doméstico. Mas as contribuições oferecidas pela onda de compras de empresas tradicionais de cigarros na Etiópia, na Indonésia e nas Filipinas ajudaram a companhia a superar as estimativas dos analistas para o primeiro trimestre.

"Nossos produtos tradicionais de tabaco, a plataforma de rentabilidade do grupo, proporcionaram um forte crescimento das receitas, liderado pelos preços no negócio internacional de tabaco", disse o CEO da Japan Tobacco, Masamichi Terabatake, em comunicado divulgado na terça-feira.

O aparelho que esquenta mas não queima tabaco ainda tem projeção de ser um dos segmentos de maior crescimento do setor, dando um possível impulso à empresa, que estima que a demanda por cigarros no Japão cairá quase 18 por cento neste ano. A Japan Tobacco lançará o Ploom Tech em todo o país em junho, antes do programado anteriormente.

Essas iniciativas vêm com um custo de entrada maior e a recompensa pode ser menos segura. No mês passado, a Philip Morris International informou que houve uma desaceleração do crescimento das vendas de seu produto de tabaco aquecido IQOS após o sucesso inicial no Japão.

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