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Elon Musk alerta que uso de cobalto pela Tesla caminha para zero

James Attwood e Martin Ritchie

(Bloomberg) -- O CEO da Tesla, Elon Musk, desferiu um golpe duplo em quem aposta que o cobalto continuará o rali recorde e deu uma boa notícia aos fãs do níquel.

A fabricante de veículos elétricos anunciou em carta aos acionistas que reduziu a dependência em relação ao cobalto no veículo Model 3, que aumentou o conteúdo de níquel e que as baterias mais recentes da empresa já empregam menos cobalto que tipos similares que já estão no mercado. Em teleconferência com analistas, Musk foi além.

"Acreditamos que podemos reduzir o cobalto a quase nada", disse o CEO da fabricante, em resposta a uma pergunta sobre a redução do custo das baterias.

Os preços do cobalto dispararam ao maior nível em uma década em um momento em que empresas como a Tesla se esforçam para popularizar os veículos elétricos, e a oferta é fortemente dependente de algumas minas na politicamente volátil República Democrática do Congo. O níquel, que subiu cerca de 50 por cento no mesmo período de dois anos, está mais amplamente disponível e, por enquanto, mais barato. A mudança para as baterias ricas em níquel está ocorrendo mais rapidamente do que o esperado, segundo a BHP Billiton, a maior mineradora do mundo.

A Tesla trabalha na redução do uso do cobalto "literalmente há vários anos, e isso tem sido extremamente útil para o custo total por quilowatt-hora, especialmente com os recentes movimentos dos preços das commodities", disse Jeffrey Straubel, diretor de tecnologia da Tesla, na conferência.

Embora o peso do Model 3 esteja no mesmo patamar dos carros movidos a gasolina, suas células de bateria têm a densidade energética mais alta usada em qualquer veículo elétrico, informou a empresa com sede em Palo Alto, Califórnia, na carta de quarta-feira. "Conseguimos isso reduzindo significativamente o conteúdo de cobalto por bateria, aumentando o conteúdo de níquel e ainda mantendo uma estabilidade térmica superior", afirmou a Tesla.

A Tesla afirma que o conteúdo de cobalto na química de seu cátodo de níquel-cobalto-alumínio já é menor que o da próxima geração de cátodos que será fabricada por outras produtoras de células com proporção de níquel-manganês-cobalto de 8:1:1.

"Existe um incentivo para que os produtos químicos reduzam os custos o máximo possível, e é isso que está acontecendo agora", disse Ken Hoffman, executivo de desenvolvimento de clientes da McKinsey & Co., em entrevista, em Xangai, em abril. "É o velho ditado, os preços altos são a cura para os preços altos."

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