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Ajustes na bateria da Tesla não vão resolver dilema do cobalto

Bloomberg News

(Bloomberg) -- Otimistas com o cobalto, mantenham a calma. Apesar do que Elon Musk, o CEO da Tesla, disse, talvez não seja possível escapar de uma crise da oferta à medida que a indústria automobilística entra na era dos veículos elétricos.

A redução da dependência da Tesla em relação ao cobalto foi um dos tópicos que Musk queria discutir em uma complicada divulgação de resultados com analistas na quinta-feira. A empresa eliminou o metal extremamente caro de suas baterias e quer ir além. Para os fãs, esta foi a frase de Musk: "Achamos que podemos reduzir o uso de cobalto a quase zero".

Aonde a Tesla vai, outros vão atrás, como dizem por aí. No entanto, os pontos de vista de Musk não mudam a perspectiva mais abrangente de que o mercado ficará apertado nos próximos anos, de acordo com a Benchmark Mineral Intelligence. O aumento na produção de veículos elétricos será "muito mais significativo do que a redução da intensidade do cobalto, que está perto de seu limite", disse o diretor administrativo da consultoria, Simon Moores, em mensagem enviada por e-mail.

Outros pontos apresentados por Moores:

A Tesla sempre usou uma bateria que contém muito menos cobalto do que o formato que domina o restante da indústria de veículos elétricos;
Tesla e outros vêm reduzindo o uso de cobalto há muito tempo, desde antes do recente pico de preço;

A Tesla continua consumindo, em média, 4,5 quilos de cobalto por veículo, de acordo com estimativas da Benchmark, e resta pouco espaço para reduzir isso;
O restante do setor também está passando a adotar baterias que consomem menos cobalto, mas isso só terá um impacto concreto a partir de 2022;
Dentro de 10 anos, há poucas perspectivas de que baterias com cobalto sejam usurpadas por outras tecnologias.

"Uma quantidade maior de cobalto será necessária e a dependência da República Democrática do Congo como principal fornecedor aumentará", diz Moores. "O dilema do cobalto continua."

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