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Ferrari já esgotou vendas de carros para parte de 2019

Tommaso Ebhardt

04/05/2018 14h22

(Bloomberg) -- O lucro da Ferrari superou as expectativas e a fabricante italiana de supercarros já vendeu a maioria dos modelos para 2018 e parte do ano que vem.

O presidente Sergio Marchionne revelou que a montadora opera quase com capacidade plena de produção para este ano e em parte de 2019. Em conferência com analistas, na quinta-feira, ele informou que há disponibilidade apenas para o GTC4 Lusso, um automóvel voltado para famílias.

"Tudo mais vai bastante bem", disse Marchionne.

As ações da Ferrari chegaram a avançar 6,6 por cento, para um recorde de 112,25 euros nesta sexta-feira em Milão. Seu valor de mercado atingiu 20,7 bilhões de euros (US$ 24,7 bilhões). Os papéis subiram na quinta-feira nos EUA após os comentários do presidente, feitos após o fechamento do pregão na Europa.

A empresa com sede em Maranello, que foi separada da Fiat Chrysler Automobiles, havia divulgado mais cedo na quinta-feira que o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) cresceu 13 por cento no primeiro trimestre, para 272 milhões de euros (US$ 326 milhões). O resultado superou a projeção média de 262 milhões de euros de oito analistas consultados pela Bloomberg.

Marchionne, que também dirige a Fiat há 14 anos, trabalha em seu plano de negócios final para a fabricante de carros de corrida antes de se aposentar. A estratégia de cinco anos será apresentada em setembro. Incluirá detalhes para expansão da emblemática marca italiana em novos segmentos, incluindo utilitários esportivos e carros híbridos elétricos.

A Ferrari está testando um carro híbrido movido a gasolina e a eletricidade "capaz de rodar silenciosamente", disse Marchionne, em entrevista, no mês passado. Apesar de não ter planos de produzir um carro totalmente elétrico até 2022, a Ferrari está desenvolvendo veículos que mostrarão "todo o poder da eletrificação", disse Marchionne à Bloomberg Television.

A mudança ocorre em um momento em que a fabricante mira um volume anual de vendas superior ao limite autoimposto de 10.000 carros, que até então lhe permitia operar sob regras menos rigorosas de economia de combustível. Com o impulso ao crescimento, a Ferrari prevê que o lucro chegará a pelo menos 1,1 bilhão de euros neste ano e 2 bilhões de euros em 2022.

Segundo Marchionne, a Ferrari não estuda comprar outra marca de carros e poderia, em teoria, adquirir marcas fora do mercado automotivo, no setor de artigos de luxo. No momento ainda não há planos para tanto, disse.

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