ipca
0,48 Set.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Nasa e Amazon se instalam na França para gerir tráfego de drones

Marie Mawad e Ania Nussbaum

08/05/2018 12h58

(Bloomberg) -- A Nasa e a Amazon.com recorreram a especialistas na França para descobrir como coordenar o tráfego de drones, o que fortalece o papel do país como um centro para a nova regulamentação de aeronaves não tripuladas.

A Amazon contratou uma equipe em um subúrbio de Paris, e a Nasa se aproximou da sede da fabricante de aviões Airbus, em Toulouse, e convocou a criadora de drones Delair-Tech para testar os protótipos de software de gerenciamento do tráfego aéreo. Trata-se de um passo fundamental para convencer os reguladores de que os veículos não tripulados são seguros e podem voar mais alto e fora do campo de visão de seus operadores, como durante a entrega de mercadorias.

"Coordenar o tráfego entre os drones, e também com os aviões, é o objetivo final que está mobilizando muita gente em todo o setor", disse o empresário Michael de Lagarde, CEO da Delair-Tech. "Hoje, estamos coletivamente no nível zero do gerenciamento de tráfego, porque apenas segmentamos o espaço aéreo."

A Nasa vem liderando as iniciativas para criar um sistema de controle do tráfego aéreo dos drones, e empresas como Google, pertencente à Alphabet, e Amazon.com assinaram acordos com a agência espacial.

A França foi um dos primeiros países a regulamentar o uso comercial de drones, em 2012, o que estimulou o crescimento de startups locais e a geração dos conhecimentos que a Nasa agora está explorando. A Administração Federal de Aviação dos EUA finalizou as normas para aeronaves não tripuladas em meados de 2016. Embora os EUA se baseiem muito em autorizações concedidas caso a caso, as normas francesas são mais permissivas, inclusive em aspectos como voos fora do campo de visão do operador.

Os EUA ainda não chegaram a um ponto em que as empresas podem realizar operações rotineiras com drones - a entrega, por exemplo, só é possível em condições excepcionais, disse Phil Finnegan, analista da empresa de pesquisa aeroespacial e de defesa Teal Group. Isso está impedindo o crescimento de novos serviços, disse ele.

"Ainda é necessário convencer os governos de que o funcionamento dos drones é seguro, inclusive sobrevoando pessoas", disse Finnegan. "Para uma companhia como a Amazon, que quer usar muitos drones, o gerenciamento do tráfego é uma questão fundamental e um ponto crítico em termos de segurança."

A Delair-Tech, que fabrica drones de coleta de imagens que percorrem longas distâncias, construiu e testou protótipos com a Nasa. Ser capaz de mostrar que os drones podem relatar sua localização, identificar outros objetos e evitar colidir com eles eram alguns dos objetivos, disse o CEO da startup.

Desafios como, por exemplo, os custos de desenvolvimento, como definir padrões globais e como decidir quem é o responsável final pela segurança e pela regulamentação, estão pendentes.

"Os órgãos reguladores em todo o mundo são conservadores", disse Finnegan, do Teal Group, "vai levar tempo".

Newsletters

Receba dicas para investir e fazer o seu dinheiro render.

Quero receber

Mais Economia