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Qualcomm planeja abandonar chips para servidores: Fonte

Ian King

08/05/2018 14h28

(Bloomberg) -- A Qualcomm, a maior fabricante de chips para celulares do mundo, está se preparando para abandonar sua iniciativa de desenvolvimento de chips para servidores de centros de dados, que pretendia acabar com o domínio da Intel nesse mercado lucrativo, segundo uma pessoa a par dos planos da empresa.

A companhia com sede em San Diego avalia se vai fechar a unidade ou conseguir um novo dono para a divisão, que estava trabalhando em formas de incorporar tecnologia da ARM Holdings ao mercado para os chips que são o núcleo dos servidores, disse a pessoa. A ARM é uma das poucas rivais da Intel no desenvolvimento de designs de semicondutores e sua arquitetura é usada principalmente em produtos que consomem menos energia, como os smartphones.

A Qualcomm é a principal patrocinadora de uma iniciativa para encontrar uma função para os designs da ARM no segmento mais sofisticado do mercado informático, em que cada chip é vendido por vários milhares de dólares. As fabricantes de chips levam anos tentando abastecer os donos de grandes centros de dados - empresas como Google, que é uma unidade da Alphabet, e Amazon Web Services, pertencente à Amazon.com - com processadores para rodá-los, na tentativa de penetrar em um negócio dominado pela Intel com uma participação de mercado de cerca de 99 por cento.

Um porta-voz da Qualcomm preferiu não comentar. No balanço da empresa, no mês passado, o CEO Steve Mollenkopf disse aos analistas que a Qualcomm está concentrada em reduzir os gastos em áreas de produtos não essenciais.

Os servidores, que analisam dados em redes corporativas e funcionam como a espinha dorsal da internet, constituem um mercado com muito menos vendas que os celulares e os computadores pessoais. Mas o preço que as fabricantes de chips podem cobrar pelas peças de alto desempenho necessárias para rodá-los torna esse mercado atraente.

A Qualcomm começou a vender um chip para servidores com base na tecnologia da ARM, o Centriq 2400, no ano passado. Na época, a empresa afirmou que os chips, fabricados pela Samsung Electronics, ofereciam resultados melhores que um processador Intel Xeon Platinum 8180, com base na eficiência do consumo de energia e no custo. Na apresentação pública da linha de chips para servidores, em novembro, possíveis clientes, como a Microsoft, subiram ao palco para expressar interesse pela oferta. Desde então, a Qualcomm se manteve em silêncio sobre seu progresso.

Abandonando a iniciativa, a Qualcomm economizaria os gastos necessários para desenvolver alguns dos chips mais caros produzidos pelo setor de semicondutores, mas também se afastaria da meta de reduzir sua dependência do mercado de peças para celulares, que está desacelerando. Em janeiro, a diretoria da Qualcomm prometeu aos investidores que a empresa cortaria US$ 1 bilhão em custos anuais para aumentar a rentabilidade na tentativa de recusar uma oferta de aquisição hostil da Broadcom.

A Qualcomm se impôs porque o governo dos EUA decidiu em março que a transação proposta apresentava um risco à segurança. Os investidores iriam apoiar a tentativa de aquisição.

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