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Amor dos EUA por pistache está a salvo apesar do embargo ao Irã

Lydia Mulvany

09/05/2018 09h49

(Bloomberg) -- O amor dos EUA pelo pistache passará praticamente incólume pelas novas sanções contra o Irã, um grande produtor mundial.

Apesar de o pacto nuclear de 2015 ter suspendido sanções ao Irã, os pistaches não inundaram os EUA, como os produtores temiam. Os EUA mantiveram tarifas elevadas para o pistache iraniano que mais do que triplicavam o custo de produção.

"Enquanto se dizia em letras garrafais que os produtos iranianos podiam entrar nos EUA porque o embargo tinha sido suspenso, havia uma tarifa separada para o pistache", disse Richard Matoian, diretor-executivo da American Pistachio Growers, uma associação do setor em Fresno, Califórnia. "Na letra miúda, ele ficou de fora."

Por essa razão, os EUA importam apenas cerca de 450 toneladas de pistache do Irã por ano, disse Matoian. E essa oferta normalmente vem sem casca. Trata-se dos grãos -- sementes pequenas e verdes que são colhidas cedo e usadas em confeitaria, para cobertura de sorvetes, por exemplo. Eles não estão sujeitos a tarifas, mas as sanções podem bloqueá-los nos EUA, disse Matoian.

A Califórnia produziu mais de 270.000 toneladas em 2017, volume que representa a maior parte da produção dos EUA e a maior safra do mundo. O Irã, segundo algumas estimativas, produziu em torno de 158.000 toneladas no mesmo ano, disse Matoian.

Os dois países se enfrentam no mercado mundial, mas não há muito impacto, a menos que os aliados se unam às sanções dos EUA, forçando a ida de produtos iranianos para outros mercados, disse Bob Klein, gerente do Comitê Administrativo do Pistache.

Mas nem sempre foi assim. Antes de os EUA começarem a cultivar a fruta, em 1976, boa parte do pistache que havia nos EUA vinha do Irã, disse Klein. Depois, com o início das tarifas e dos embargos durante a crise dos reféns no Irã, a indústria californiana começou a crescer.

--Com a colaboração de Megan Durisin.

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