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Novo complexo está mudando a cara de Las Vegas

Nikki Ekstein e Kate Krader

(Bloomberg) -- Aquela Las Vegas que você conhece e adora (ou detesta) está passando por uma transformação.

Mais de US$ 5 bilhões em investimentos em construção foram realizados recentemente na "Cidade do Pecado" - resultando em inaugurações ostensivas, como a da arena T-Mobile (sede do Vegas Golden Knights, um time que chegou às finais da Conferência Oeste em sua primeira temporada), de US$ 375 milhões, e os planos de um time da NFL (originalmente Oakland Raiders) para jogar em um novo e deslumbrante estádio de US$ 2 bilhões.

Isso só nos esportes. O centro de convenções, que recebe enxurradas de visitantes internacionais para conferências, da Feira de Eletrônicos de Consumo à Convenção da Indústria de Patins, está sendo reformulado e ampliado a um custo de US$ 1,4 bilhão. Os principais hotéis, como Palms e Caesars, estão passando por reformas com custos de nove dígitos.

É um boom diferente de tudo o que a cidade viu em quase 30 anos.

"A década de 1990 foi quando lançamos a campanha de marketing: 'O que acontece em Vegas fica em Vegas'", explica Rossi Ralenkotter, CEO da Las Vegas Convention and Visitors Authority. "As feiras internacionais estavam começando a vir para a cidade. Las Vegas estava começando a se tornar um lugar empolgante."

Aquele foi o único boom real desde que a cidade atingiu a maioridade no final dos anos 1970. "Foi quando Steve Wynn construiu o Mirage e todos aqueles resorts chegaram. A legalização dos jogos de azar em Atlantic City nos levou a pensar no que precisávamos fazer para competir", disse Ralenkotter à Bloomberg.

Em 2018, a cidade está passando por outra reforma de marketing. Após o tiroteio em massa ocorrido em outubro, a cidade sofreu uma queda de 4,2 por cento no turismo.

Felizmente para todas as grandes apostas na Cidade do Pecado, o crescimento atual deve fazer mais do que simplesmente conservar a relevância de Las Vegas. Basta ver a reforma de US$ 550 milhões do Monte Carlo, que se torna oficialmente Park MGM nesta semana. O novo hotel - resultado de uma colaboração de quatro anos entre o CEO da MGM, Jim Murren, e Andrew Zobler, personalidade ilustre do setor hoteleiro (cujos hotéis incluem o NoMad, em Manhattan, e o Line, em Los Angeles) - tem tudo para ser o novo centro de entretenimento e gastronomia de Vegas.

Entre seus atrativos estão 2.604 quartos glamourosos, três piscinas intimistas inspiradas na Riviera Francesa, a sexta filial da Eataly nos EUA e mais de uma dúzia de restaurantes comandados por chefs influentes. Até mesmo grandes nomes, como Daniel Humm e Will Guidara - do Eleven Madison Park - e o empresário de Los Angeles Roy Choi estão entrando na diversão.

Nem todas as partes serão inauguradas simultaneamente. As luzes do Park MGM se acenderam na terça-feira, mas seu próprio hotel NoMad, sua boate e seu Eataly - além de alguns outros pequenos espaços - serão inaugurados por volta do final do ano. "Só faremos a festa de abertura oficial quando tudo estiver pronto, mais perto do fim do ano", diz Zobler.

Até lá, as diárias no novo Park MGM permanecerão nos padrões do antigo Monte Carlo. "Está extremamente barato agora", brinca Zobler. "Sem dúvida, é a melhor oferta em Vegas."

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