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Ocultar desigualdade de gênero não resolve questão, diz ativista

Jeff Green e Rebecca Greenfield

09/05/2018 12h14

(Bloomberg) -- Em vez de falar, faça.

Esta é a mensagem simples que a Arjuna Capital tem para as empresas de capital aberto a que a companhia atende, do Vale do Silício aos grandes bancos. Pouquíssimas corporações divulgam informações úteis sobre a remuneração de homens e mulheres, disse a sócia administrativa Natasha Lamb no encontro Bloomberg Business of Equality, realizado ontem em Nova York.

"A razão para a transparência é a simples prestação de contas", disse Lamb. "A verdadeira fonte do problema é que essa conversa ficou trancada a sete chaves durante décadas. Existe um motivo para isso. Porque onde há dinheiro, há poder, e todas essas conversas são sobre o poder e sobre mudar o equilíbrio do poder."

Neste ano, as empresas do Reino Unido foram obrigadas pela primeira vez a informar a diferença salarial geral existente em suas empresas, revelando disparidades de até 59 por cento em grandes bancos como o HSBC Holdings, o maior banco do Reino Unido. As empresas nos EUA não têm essa obrigação, e a maioria ainda não revela muitas informações, se é que revela alguma, sobre as remunerações nos EUA.

A Arjuna começou pressionando para que o eBay acabasse com a diferença salarial e esteve entre os investidores que levaram a Apple e a Intel a divulgar publicamente esses dados. Neste ano, sob pressão da investidora ativista, American Express, Mastercard e a maioria dos grandes bancos dos EUA também concordaram em divulgar a diferença salarial entre homens e mulheres e tomar medidas para reduzi-la.

Como parte do Equal Pay Day em abril deste ano, a Arjuna publicou pontuações sobre 33 empresas com base na divulgação das diferenças de remuneração entre os gêneros, dando à Apple e a seis outras empresas um A-, a maior nota concedida. Onze empresas, incluindo Facebook e Walmart, receberam nota F, a mais baixa, por não divulgar informações suficientes.

"A luz do sol é o melhor desinfetante", disse Lamb. "Se realmente conseguirmos expor qual é o problema, conseguiremos corrigi-lo."

Repórteres da matéria original: Jeff Green em Michigan, jgreen16@bloomberg.net;Rebecca Greenfield em Nova York, rgreenfield@bloomberg.net

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