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Banqueiros com inglês ruim são gargalo em Luxemburgo após Brexit

Stephanie Bodoni

(Bloomberg) -- Os cidadãos do Luxemburgo podem impressionar rapidamente com suas competências linguísticas, alternando com facilidade seu idioma local e alemão, francês e inglês.

Mas as seguradoras, as empresas de investimento e os bancos que desejam abrir sedes pós-Brexit em um dos centros financeiros mais importantes da União Europeia podem ter uma surpresa.

Os caça-talentos dizem que simplesmente não há candidatos suficientes na minúscula nação de 600.000 pessoas com o excelente nível de inglês necessário para preencher os 3.000 empregos que devem ser desencadeados pela saída do Reino Unido da UE. Segundo eles, um problema é que, devido a seu tamanho, Luxemburgo tradicionalmente atraiu muitos de seus trabalhadores do setor financeiro da França e da Bélgica, países vizinhos - e eles falam muito melhor francês que inglês.

"Algo que temos visto desde o Brexit é que, com alguns clientes - como um grande gestor de ativos com o qual estamos lidando -, estamos tendo dificuldades terríveis", disse Christopher Purdy, diretor administrativo da Greenfield Luxembourg. Eles exigem "inglês excelente ou perfeito, não apenas inglês fluente. Não existem mil pessoas assim, não é"?

Preferido

Luxemburgo está se tornando o destino preferido de um número crescente de seguradoras, fundos e bancos que vão se mudar do Reino Unido por causa do Brexit. A gigantesca seguradora American International Group, a seguradora americana FM Global, a RSA Insurance Group e a Hiscox, da Lloyd's de Londres, bem como a firma de private equity Blackstone e gestores de ativos como M&G Investments, foram alguns dos primeiros a escolher o país, que faz fronteira com Bélgica, França e Alemanha, como seu novo centro operacional na UE. O JPMorgan Chase também planeja transferir alguns banqueiros que estão em Londres.

Embora a pequena capital do país, a Cidade de Luxemburgo, não esteja tão alta quanto Londres ou Paris na escala da fama, os números do emprego contam uma história de sucesso. No entanto, como o inglês está se tornando rapidamente o principal idioma do setor financeiro, os recrutadores começam a se deparar com a perspectiva tradicionalmente mais francófona do país.

Encontrar a mistura certa de habilidades necessárias, além de inglês fluente, fica especialmente complicado quando a maioria dos novos recrutas vem da região ao redor do país, que em sua maioria fala francês. A força de trabalho de 412.347 pessoas no ano passado consistiu em quase 111.000 luxemburgueses e 186.649 pessoas dos três países fronteiriços, a maioria da França, de acordo com o escritório de estatística Statec.

Leste Europeu

A escassez de pessoal local significa que os caça-talentos estão tentando atrair profissionais qualificados - com excelente domínio de inglês - de longe.

Gwladys Costant, sócia da agência de recrutamento GoToFreedom, diz que atualmente um terço de seus candidatos vem de toda a Europa, e cada vez mais dos países do Leste Europeu, que "estão muito atraentes agora, especialmente para cargos financeiros ou tributários".

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