Bolsas

Câmbio

JPMorgan leva `força plena' à China em expansão de mercado

Cathy Chan e Jun Luo

(Bloomberg) -- O JPMorgan Chase está levando seu peso global para a China.

Nesta segunda-feira, o banco com sede em Nova York nomeou o codiretor global para ações Mark Leung CEO na China. A instituição também busca criar uma empresa de títulos na China e planeja assumir uma participação majoritária em sua joint venture local de gestão de fundos, informou o JPMorgan em comunicado enviado por e-mail.

"Nosso investimento na China é um compromisso para levar a força plena do JPMorgan Chase e nossos recursos para o país", disse o CEO Jamie Dimon no comunicado. "Contrataremos pessoas, emprestaremos a empresas, apoiaremos o desenvolvimento de mercados e fortaleceremos comunidades por meio de iniciativas filantrópicas."

As iniciativas surgem após a visita de Dimon a Pequim, na semana passada, na qual ele expressou esperanças de que as crescentes tensões comerciais não inviabilizem os planos do banco dos EUA para se expandir na segunda maior economia do mundo. O UBS Group e o Nomura Holdings também têm buscado aprofundar as relações no país depois que a China se comprometeu a abrir seu setor financeiro de US$ 42 trilhões a empresas estrangeiras.

Leung, um veterano com 21 anos de JPMorgan, renunciará ao cargo global para ser CEO da China e Jason Sippel passará a ser o único chefe da operação de ações. O JPMorgan não nomeava um CEO para a China desde que Zili Shao deixou o cargo para se tornar vice-presidente do banco, em abril de 2014.

Leung começou a carreira no trading de derivativos de taxas e exerceu funções de trading em mercados emergentes, híbridos de crédito e derivativos de ações. David Li, atual diretor sênior para a China, passa a acumular também a função de vice-presidente de global banking.

Impulso na China

Separadamente, o banco corporativo e de investimento do JPMorgan apresentou solicitação à Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para estabelecer uma empresa de títulos na qual teria participação de 51 por cento. O objetivo é ampliar essa participação para 100 por cento quando as regras permitirem um aumento do tipo.

O JPMorgan também negocia o aumento da fatia de sua joint venture na China International Fund Management para uma participação majoritária, medida sujeita a acordo com a parceira e com as autoridades relevantes. O UBS e o Nomura foram os primeiros a pedir permissão para assumir participações de 51 por cento em empreendimentos locais sob as regras mais flexíveis anunciadas no mês passado.

Dimon, 62, disse na semana passada que o JPMorgan está "se preparando" para ajudar as empresas a fazerem negócios internacionais na China e que não está preocupado com as metas de curto prazo para os lucros e as receitas no país. Ele reiterou a meta do banco de atingir 100 por cento de propriedade em uma operação de corretagem chinesa e de obter todas as licenças para fazer os mesmos negócios que o banco faz nos EUA.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos