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Amazon testa ferramenta de anúncios rival do Google: Fontes

Spencer Soper e Mark Bergen

15/05/2018 12h05

(Bloomberg) -- A Amazon.com está dando o passo mais agressivo até o momento no mercado de publicidade digital ao testar um novo produto de publicidade que ameaça os fluxos multibilionários de receita do Google e de empresas como a Criteo.

A ferramenta permite que os comerciantes que vendem no mercado on-line da Amazon comprem anúncios que vão atrás dos consumidores pela web para atraí-los de volta para a Amazon para fazerem compras. A empresa está convidando comerciantes selecionados para testar os novos anúncios no fim do mês, segundo pessoas informadas sobre os planos.

Atualmente, os comerciantes podem comprar outros tipos de anúncios na Amazon e a empresa tem dado um posicionamento mais destacado a esses anúncios de produtos patrocinados em seus resultados de pesquisa. A nova ferramenta permite que esses vendedores façam ofertas pelos anúncios que serão exibidos em outros websites e aplicativos, o que oferece a eles um alcance muito mais amplo. Os comerciantes só pagam à Amazon quando os clientes clicam nos anúncios.

A Amazon afirma que pode ajudar os comerciantes a mirarem os compradores que visualizaram seus produtos ou itens similares, segundo um convite para testar a nova ferramenta visto pela Bloomberg News. O convite não especifica quais websites ou aplicativos terão os anúncios colocados por meio da Amazon. A Amazon não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Esse tipo de marketing na internet entre websites e aplicativos é uma indústria gigantesca, mas às vezes também é desafiador provar que os anúncios levam a compras reais. A empresa francesa Criteo gerou US$ 2,3 bilhões em receita no ano passado com sua tecnologia de redirecionamento, que permite que as empresas acompanhem e veiculem anúncios para consumidores da web que tiverem demonstrado interesse no passado.

As ações da Criteo chegaram a cair 7 por cento no pregão de Nova York, na tarde de segunda-feira. As ações da Alphabet tiveram pouca alteração.

A entrada da Amazon no mercado mostra que a empresa de varejo está se tornando mais agressiva com o negócio de anúncios, incipiente, mas de rápido crescimento. Até 2021, a publicidade em websites e dispositivos móveis responderá pela metade de todos os gastos com publicidade nos EUA, capturando uma participação maior do que a da televisão, do rádio, dos jornais e dos outdoors combinados, segundo estimativas da EMarketer. A divisão de anúncios da Amazon gerou US$ 1,7 bilhão em receitas no ano passado, segundo a empresa de pesquisa. O Google, da Alphabet, arrecadou US$ 95 bilhões com todos os anúncios no ano passado e o UBS estima que sua rede de anúncios gráficos chegará a US$ 38 bilhões em receitas neste ano. O Facebook teve US$ 40 bilhões em receitas com anúncios em 2017.

A Amazon vem usando a divisão de anúncios para ampliar as receitas, o que ajuda a empresa a obter uma fatia maior das transações em seu website. A empresa já cobra comissões dos comerciantes por cada venda fechada por meio de seu mercado. Além disso, cobra taxas de armazenamento, embalagem e entrega daqueles que usam os serviços de logística da Amazon. Com a nova ferramenta, a Amazon cobrará dos comerciantes para ajudar a direcionar o tráfego para seus produtos ofertados no próprio site.

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