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Como Deutsche Bank e Commerzbank poderiam fechar acordo de fusão

Donal Griffin

(Bloomberg) -- O atribulado banco europeu Deutsche Bank pode retomar as negociações de fusão com o rival local Commerzbank, que haviam sido abortadas, embora um acordo do tipo possa demorar anos, exigir um enorme aumento de capital e causar a eliminação de operações de banco de investimento que não atendam clientes alemães, segundo o Barclays.

Segundo um cenário delineado pelo analista Amit Goel, uma combinação entre as duas instituições alemãs, discutida dois anos atrás, poderia gerar economia de custo e produzir um banco que representaria menos risco ao sistema financeiro. O retorno da nova empresa sobre capital tangível (Rote, na sigla em inglês), uma medida de lucro, pode chegar a quase 9 por cento até 2020, perto da meta declarada de 10 por cento do Deutsche Bank; sozinho, o Rote do Deutsche Bank alcançará no máximo 2 por cento, escreveu Goel.

Ainda assim, o acordo poderia levar "vários anos" e enfrentar desafios, escreveu Goel. Além de encolher o banco de investimentos, a combinação dos dois bancos com sede em Frankfurt teria que levantar quase 14 bilhões de euros (US$ 16,7 bilhões) em capital novo com investidores em ações. Além disso, o Deutsche Bank teve problemas para integrar o Postbank, uma aquisição anterior, então "poderia ter dificuldades" para fazer o mesmo com o Commerzbank, diz a nota.

"A fusão com o Commerzbank poderia gerar sinergias de custo", escreveu Goel, que mantém classificação de venda para as ações do Deutsche Bank. "No entanto, isso envolveria um risco de execução significativo e os benefícios podem não ser evidentes por muitos anos."

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