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Casamento de Meghan e Harry é máquina de fazer dinheiro

Charlie Lait e Kitty Donaldson

16/05/2018 12h32

(Bloomberg) -- Ao abandonar Hollywood para se casar com um príncipe, Meghan Markle está abrindo mão de uma carreira de sucesso para entrar no negócio de fazer parte da realeza britânica.

E esta é uma grande máquina de fazer dinheiro - embora muitas vezes coloque à prova os limites do bom gosto e fuja do controle da monarquia. Para comemorar o casamento do príncipe Harry com sua noiva americana neste sábado, os fãs podem comprar colheres de pau, roupas de banho e até preservativos com o rosto do casal.

Este mar de mercadorias bregas é apenas um indicador do quanto a monarquia britânica impulsiona a economia. Quase 5 milhões de pessoas foram ver no ano passado o Palácio de Buckingham, a residência da Rainha Elizabeth em Londres, e o turismo real está estimado em US$ 747 milhões por ano.

As lojas também devem ganhar um impulso de 120 milhões de libras (US$ 162 milhões) porque os britânicos vão esbanjar em memorabilia, além de organizar festas de rua e churrascos, segundo o Centro de Pesquisa sobre Varejo.

O casamento de Harry, sexto na fila do trono, com Meghan, uma divorciada de raça mista, é um divisor de águas na história da instituição. Os analistas políticos se debruçam sobre esse bastião da tradição e sua capacidade de se renovar. Os veículos de comunicação da cultura pop estabelecem comparações com Grace Kelly, que também abandonou o show business para se casar com um príncipe, e Wallis Simpson, uma socialite americana cujo segundo casamento com Eduardo VIII desencadeou sua abdicação.

A família real britânica sofreu seus altos e baixos recentes. Os anos 1990 foram um ponto baixo, com a morte, em 1997, da princesa Diana, a tão amada mãe de Harry, cujo carro bateu quando ela estava sendo perseguida por paparazzi. A rainha foi obrigada a fazer uma declaração pública sobre sua ex-nora, enquanto os jornais e a televisão debatiam o futuro da monarquia.

Mais de duas décadas depois, é difícil imaginar um momento em que a família real tenha estado tão popular, ou reabilitada, com programas premiados como "The Crown".

As vozes que questionam se a monarquia é um custo que vale a pena manter se calaram. A rainha Elizabeth, de 92 anos, recebe renda através de uma corporação imobiliária chamada The Crown Estate, que dá seus lucros - mais de 2,6 bilhões de libras ao longo da última década - ao governo.

Em troca, a família real recebe um subsídio anual de 15 por cento dos lucros. Isso equivaleu a 42,8 milhões de libras nas últimas contas disponíveis. A própria Elizabeth tem um patrimônio líquido de US$ 420 milhões. A Casa Real estima que a família custe a cada pessoa no Reino Unido 65 pence por ano em impostos.

A mais recente fofoca ou imagem da família real vende tabloides e impulsiona o tráfego on-line no Reino Unido, e o frenesi da imprensa em torno do mais novo casal real não é diferente - incluindo suas potenciais armadilhas. Faltando menos de uma semana para o grande dia, The Sun e outros relataram que Thomas Markle não levará a filha até o altar depois que ele admitiu ter encenado fotos de paparazzi.

Em resposta, o palácio fez um apelo: "Este é um momento profundamente pessoal para a Srta. Markle nos dias que antecedem seu casamento. Ela e o príncipe Harry pedem novamente que compreensão e respeito sejam estendidos ao Sr. Markle nesta situação difícil."

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