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Chefes de Google e Uber lideram lista de convidados de Macron

Marie Mawad e Helene Fouquet

(Bloomberg) -- A tecnologia deve servir para o bem. E Emmanuel Macron, mesmo ocupado com mudanças climáticas, Europa, Irã, reforma da economia francesa e tensões comerciais com os EUA, trabalhará para isso.

O presidente da França quer ser o chefe de Estado de referência para o setor de tecnologia global e receberá líderes de empresas como Google, pertencente à Alphabet, e Uber em Paris, na semana que vem, para falar sobre responsabilidade social. Ele está de olho em uma oportunidade em um momento em que a relação do setor com o presidente dos EUA, Donald Trump, está complicada.

Mark Zuckerberg, do Facebook, também está na lista de convidados, de acordo com a presidência francesa.

Macron, o presidente mais jovem da França, de 40 anos, se reunirá com os chefes de empresas como Microsoft, IBM, Uber e outras em Paris em 23 de maio, no Palácio do Eliseu, a residência presidencial. Ele espera que gente como Satya Nadella e Eric Schmidt, da Alphabet, apresentem propostas a respeito de como o setor de tecnologia pode provocar um impacto positivo nos consumidores e na sociedade em questões como privacidade, inteligência artificial e robôs no ambiente de trabalho.

Reflexão

No mínimo, Macron está aproveitando bem o momento: após passarem anos revolucionando setores estabelecidos e testando os limites do rompimento das regras, empresas como Facebook e Uber agora estão fazendo uma profunda reflexão, motivada por escândalos relacionados à privacidade de informações, a assédios sexuais e à influência das notícias falsas em eleições.

Além disso, a relação de Trump com o setor de tecnologia tem altos e baixos -- desde declarações divergentes sobre fornecedoras chineses até chamadas de atenção pelo Twitter a empresas americanas como a Amazon. A França, por sua vez, busca o equilíbrio entre a postura mais dura em relação a impostos e privacidade e os aplausos aos investimentos locais, como o laboratório de inteligência artificial da Samsung.

Tecnologia pelo bem

Cerca de 50 pessoas se reunirão para debater sobre educação, futuro do trabalho, igualdade de gênero e diversidade, disse Maurice Lévy, presidente do conselho de supervisão da Publicis e coorganizador do evento, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira. A reunião, chamada "Tech for good" ("Tecnologia pelo bem"), ocorrerá um dia antes da participação de Macron e de muitos dos executivos na conferência Viva Technology, em Paris.

Ao tentar fazer com que o setor se disponibilize para assumir mais responsabilidades e prestações de contas, o presidente francês mantém o hábito de tentar resolver relações complicadas. Os resultados são díspares: Macron é um dos poucos líderes europeus que desenvolveu um relacionamento forte com Trump, o que não impediu os EUA de abandonarem o acordo nuclear com o Irã.

Durante um almoço e reuniões individuais, Macron quer frisar algo: empresas com alcance e porte globais devem ser tratadas como um país, com responsabilidades comparáveis, de acordo com dois assessores do presidente que conversaram com jornalistas antes da reunião. A França quer engajar os executivos em uma discussão sobre comportamentos considerados predatórios, além de atrair investimentos, disseram os assessores.

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