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Modo de tratar as mulheres pode tornar países muito mais ricos

Frances Schwartzkopff

(Bloomberg) -- Os governos interessados em gerar um crescimento econômico muito maior precisam ter mais mulheres no mercado de trabalho.

A prova disso está nos países nórdicos. A região se tornou muito mais rica graças a décadas de políticas destinadas a melhorar a igualdade de gênero, de acordo com um relatório publicado nesta semana pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

"Os países nórdicos são uma inspiração", disse José Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE, em comentários preparados. Ele considera que as estruturas projetadas para apoiar as famílias são fundamentais.

A região, que coincidentemente também tende a ficar no topo dos índices mundiais de felicidade, passou os últimos 50 anos convocando mais mulheres para a força de trabalho em uma mudança que aumentou em até 20% o crescimento econômico per capita, segundo estimativas da OCDE.

A organização com sede em Paris afirma que o progresso contínuo em igualdade de gênero no mercado de trabalho poderia adicionar mais 30% às taxas de crescimento econômico até 2040.

Gurría apontou como fundamental o que ele chamou de "apoio contínuo a famílias com filhos" da região. Isso inclui "licença parental remunerada e generosa; educação e cuidados infantis subsidiados e de alta qualidade; e creche fora do horário escolar."

Nórdicos têm maior taxa de mulheres com emprego

As taxas de emprego feminino na região nórdica variam de 68% a 83%, de acordo com o estudo. Isso se compara com uma média da OCDE de 59%. As taxas de emprego se tornaram mais elevadas depois que a região tomou medidas oficiais para punir a discriminação. Por exemplo, é ilegal demitir mulheres depois de elas terem filhos.

Henriette Laursen, chefe do Centro Dinamarquês de Pesquisa e Informação sobre Gênero, Igualdade e Diversidade, diz que os subsídios do governo para o cuidado de crianças e idosos são essenciais para tornar esses serviços acessíveis para todas as famílias.

"Os principais problemas aqui não são apenas a possibilidade de contar com assistência para crianças e idosos, mas também o preço disso", disse Laursen.

"No Reino Unido, por exemplo, existe um bom serviço de assistência infantil, mas as pessoas não conseguem ganhar o suficiente para pagá-lo, então só as famílias em melhor situação o utilizam."

"Não vejo razão para que outros países não possam copiar" o modelo nórdico, disse Laursen. "Além de razões políticas."

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