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Apesar da violência, Honduras espera número recorde de turistas

Michael McDonald

(Bloomberg) -- Imagens veiculadas no ano passado ? de combates com gás lacrimogêneo, vias bloqueadas e pneus queimados ? não vão impedir que um número recorde de turistas visite Honduras neste ano, de acordo com o ministro do Turismo.

Esse país da América Central com ruínas da civilização maia e praias de areia branca vai receber aproximadamente 2,4 milhões de visitantes, sendo quase metade passageiros de navios de cruzeiros, segundo Emilio Silvestri. No ano passado, vieram 2,25 milhões de pessoas.

O aumento no número de turistas provaria a capacidade de Honduras de superar a má fama. Revoltas e saques após uma polêmica disputa presidencial, em novembro, levaram o governo americano a recomendar cancelamento ou adiamento de viagens a Honduras, uma nação já notória pela elevada taxa de homicídios. A violência diminuiu desde então e o alerta dos EUA foi suspenso.

"Janeiro foi um mês difícil, mas estamos voltando à normalidade", disse Silvestri. "Precisamos reconhecer que, no ano passado, tivemos um problema muito sério em termos de percepção de segurança, mas o governo se empenhou para melhorar essa situação."A maioria dos turistas visitará as ruínas de Copán, conhecida como Paris da civilização maia, e as águas cristalinas das Ilhas da Baía, muito frequentadas por mergulhadores.

Pelos cálculos de Silvestri, o turismo vai gerar aproximadamente US$ 860 milhões neste ano para a economia do país, que movimenta US$ 22 bilhões. No ano passado, o setor gerou US$ 800 milhões.

Apesar das ocorrências de 2017, a violência vem diminuindo gradualmente. A taxa de homicídios caiu de um pico de mais de 90 por 100.000 pessoas, em 2011, para 40.Enquanto gangues disputam território na capital, as áreas turísticas são "muito seguras" e são raros os ataques contra visitantes, de acordo com o ministro.

O governo trabalhou com agências de promoção ao turismo dos EUA para melhorar a imagem de Honduras e contratou consultorias como a McKinsey para identificar maneiras de impulsionar essa atividade.

Nem sempre é fácil convencer as pessoas, admitiu Silvestri. "Ainda há muito a ser feito, mas temos a intenção de continuar melhorando", ele disse. "É um desafio difícil de vez em quando, mas achamos que o país tem muitas atrações."

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