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Goldman supera receita de commodities de 2017 em 4 meses: Fontes

Jack Farchy e Sridhar Natarajan

01/06/2018 10h09

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs Group Inc. se livrou de seus problemas com as commodities e ganhou mais dinheiro no setor durante os primeiros meses deste ano do que em 2017, segundo pessoas a par do assunto.

A unidade de commodities do Goldman, que durante décadas causou inveja em Wall Street, tornou-se um emblema das dificuldades enfrentadas pelo banco no trading no ano passado, quando sua receita líquida caiu quase 75 por cento e foi a menor registrada depois que o banco abriu seu capital.

Mas a unidade se recuperou neste ano, de acordo com as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o Goldman não divulga publicamente seus resultados com as commodities. Em apenas quatro meses, a receita líquida do banco com commodities superou seu desempenho anual em 2017, que havia caído para cerca de US$ 250 milhões a US$ 300 milhões no ano cheio, disseram as pessoas.

A divisão de gás e energia do Goldman, que perdeu dinheiro em 2017, se beneficiou da volatilidade nos mercados de energia quando o nordeste dos EUA foi atingido por um clima gélido no início de 2018 e a Europa enfrentou um período frio em fevereiro e março, disseram as pessoas. Depois, em abril, o banco estava posicionado para se beneficiar de uma alta do alumínio quando as sanções impostas pelos EUA à United Co. Rusal desencadearam um aumento dos preços.

"À medida que a economia global se fortaleceu, a demanda por algumas commodities aumentou e os preços ficaram mais voláteis", disse Michael DuVally, porta-voz do Goldman Sachs. "Vimos um aumento correspondente no interesse de nossos clientes, dos investidores às corporações." Ele preferiu não comentar especificamente a receita da mesa de negociação.

O diretor financeiro, Marty Chavez, disse a analistas em uma teleconferência em abril que o desempenho das commodities tinha "aumentado significativamente" no primeiro trimestre graças ao "melhor desempenho, particularmente em gás natural e energia".

Embora esteja tendo um desempenho significativamente melhor do que o nível terrível de 2017, a divisão de commodities continua longe de um retorno ao auge da receita, que superou US$ 3 bilhões em vários anos na última década, segundo documentos divulgados por um comitê do Senado dos EUA. Em 2016, a receita líquida de commodities do Goldman ficou pouco abaixo de US$ 1,1 bilhão, informou a Bloomberg na época.

O banco anunciou recentemente a saída de Isabelle Ealet, uma das líderes da unidade de títulos do Goldman, que é amplamente considerada a rainha das commodities em Wall Street. Ealet, que havia tentado deixar o banco anteriormente, foi convencida pelo CEO, Lloyd Blankfein, a permanecer no cargo até que a divisão voltasse a ser sólida, disse uma pessoa com conhecimento do assunto na época.

--Com a colaboração de Javier Blas.

Repórteres da matéria original: Jack Farchy em Londres, jfarchy@bloomberg.net;Sridhar Natarajan em N York, snatarajan15@bloomberg.net

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