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Porsche 911 Turbo Cabriolet é o melhor carro do verão nos EUA

Hannah Elliott

01/06/2018 15h51

(Bloomberg) -- Não é fácil acompanhar tantas iterações do Porsche 911.

Somente os mais apaixonados podem dar conta de tantos Carreras, "S's," "RS's," GT2s, GT3s, e Turbos, além da nomenclatura de vários 9s. E isso sem falar nos esportivos históricos da marca que não são 911 (como 914, 718, 928 e 944).

Mas há um modelo que deve ser conhecido antes do início da temporada de verão no Hemisfério Norte, que sempre inspira desejo de pegar estrada com a capota baixada. Trata-se do 911 Turbo S Cabriolet (cabriolet quer dizer conversível no idioma automotivo).

Quem quiser participar de uma conversa séria sobre carros precisa saber algo sobre o 911 Turbo. Sem contar o 911 GT2 RS, é o mais potente da linha 991, que é a designação interna para o esportivo Porsche 911 de sétima geração.

Os turbos são os avós da família Porsche 911, desejados ardentemente desde o lançamento, em 1974. Os 911 Turbos atuais são mais rápidos do que os Carreras tradicionais e mais elegantes do que os GT3s, desenhados para pistas de corrida.

Na semana passada, testei em Nova York a versão Cabriolet do 911 Turbo S e me vi procurando desculpas para entrar nele de novo. Com a capota baixada, é mais atraente ? e alegre ? do que a versão cupê.

Os conversíveis são carros mais felizes. O motorista fica mais presente quando atingido por sol e vento. O prazer não sai barato. O preço inicial, nos EUA, é US$ 203.000. O modelo que eu dirigi, custando mais de US$ 205.000, veio com ventilação no assento (basicamente, um sistema à prova de suor) e assistência para mudança de faixa (que achei dispensável).

O preço não é distante de modelos McLaren, Ferrari e Lamborghini. Assim como não são distantes os parâmetros de desempenho. O automóvel vai de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e sua velocidade máxima é 330 km/h. Será que o Turbo S Cabriolet representa a convergência do que há de melhor em conforto e performance em um conversível? Possivelmente.

Dirigi o modelo debaixo de uma chuva torrencial, com baixa visibilidade, e em estradas de terra alagadas. Os sistemas de gestão de estabilidade, torque, controle dinâmico de chassis e direcionamento de eixo traseiro foram mais do que suficientes.

O exterior corresponde, apesar da capota de lona ? que abre e fecha em 13 segundos com o carro até 50 km/h. Esse tipo de capota estraga a perfeição de tantos conversíveis, mas não deste modelo.

A traseira é seu maior diferencial. Rasgos verticais, faróis tridimensionais, refletores integrados às saídas de ar e escapamentos duplos deixam clara a agressividade do veículo na estrada.O rebatedor de vento é integrado ao banco traseiro e não ocupa espaço no minúsculo porta-malas.

O novo sistema de infotenimento e tela de sete polegadas sensível ao toque têm a abordagem direta típica dos alemães. Apple Car Play e Wi-Fi estão no pacote. O sistema de som Bose tem 12 alto-falantes e 555 watts de potência, garantindo a inveja de quem passa ao lado.

Há mais qualidades a serem descobertas pelos felizes compradores. Mas eu queria que a Porsche fabricasse uma versão manual. Era o mínimo para um carro nessa faixa de preço e deixaria esse cabriolet divino.

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