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Audi e GM pressionam rivais com carros elétricos para China

Bloomberg News

05/06/2018 19h15

(Bloomberg) -- A General Motors e a Audi aumentaram a pressão sobre os concorrentes de carros elétricos na China, revelando planos de produtos para ganhar terreno no maior mercado mundial de veículos de energia nova.

Nesta terça-feira, a GM prometeu lançar 20 modelos de veículos de energia nova no país até 2023, com suas duas parceiras chinesas atuais de joint venture, e a Audi divulgou planos de produzir localmente cinco desses modelos até 2022.

As fabricantes estão correndo para desenvolver modelos elétricos a fim de cumprir regulamentações mais rígidas, e a Ford Motor e a BMW estão entre as companhias estrangeiras que têm aumentado as apostas no mercado chinês de veículos elétricos. As marcas internacionais também enfrentarão a concorrência de rivais locais, como a BYD e a BAIC, que estão tentando defender sua participação no mercado em rápido crescimento.

A China é a "fronteira de mudança e inovação em toda a indústria automobilística", disse Jennifer Goforth, engenheira-chefe da GM China Electrification, em uma entrevista coletiva em Xangai.

A oferta planejada pela GM vai além dos 10 modelos de veículos de energia nova que a empresa havia prometido anteriormente para a China até 2020. Sua meta inclui veículos completamente elétricos e veículos elétricos híbridos plug-in, que também consomem gasolina. A empresa já vende um veículo elétrico de dois lugares através de sua parceria com a Wuling Motors e a SAIC Motor, e dois veículos de energia nova através de sua joint venture com a SAIC.

"Já acumulamos 75 milhões de quilômetros de alcance na China e isso vai aumentar muito rapidamente à medida que lançarmos o restante do portfólio", disse Matt Tsien, presidente da GM China, no evento em Xangai.

Em Shenzhen, executivos da Audi disseram na terça-feira que dos novos modelos planejados para a China, quatro são carros totalmente elétricos e um é um híbrido plug-in. A unidade de luxo da Volkswagen terá 10 modelos de SUV na China em 2022, sendo sete deles variantes produzidas localmente e três modelos mais sofisticados importados, disse Joachim Wedler, diretor da Audi na China.

As concorrentes também estão tomando medidas para conquistar o mercado de carros elétricos da China. A Ford uniu forças com a Anhui Zotye Automobile, e a VW está trabalhando com a Anhui Jianghuai Automobile Group, o que lhes permite adiar o estabelecimento de suas próprias linhas de produção a partir do zero.

A China, o maior mercado para a Audi e a GM, pretende limitar as emissões de carbono até 2030, o que significa que as fabricantes precisarão oferecer veículos movidos a bateria a este mercado. De acordo com a política de comércio e limitação de emissões poluidoras do país, as fabricantes de automóveis devem obter uma pontuação de veículos de energia nova - ligada à produção de vários tipos de veículos sem emissão e com baixa emissão - de pelo menos 10 por cento a partir de 2019, e de 12 por cento em 2020.

To contact Bloomberg News staff for this story: Martin Ritchie em Xangai, mritchie14@bloomberg.net;Yan Zhang em Pequim, yzhang1044@bloomberg.net

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