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China estuda plataforma para ações de alta tecnologia, dizem fontes

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A China está expandindo esforços para impedir que suas empresas mais promissoras sejam listadas em Hong Kong ou nos EUA e as autoridades estão estudando uma nova plataforma de negociação em Xangai que teria limites mais baixos para companhias de biotecnologia e alta tecnologia, disseram pessoas a par do assunto.

Entidades públicas, entre elas a Comissão Reguladora de Valores da China e o Ministério de Ciência e Tecnologia, estão estudando a proposta, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas discutindo informações privadas. O novo mercado, que poderia abrir mão dos requisitos de receita e lucros, operaria na Bolsa de Xangai, disseram as pessoas.

As negociações são o exemplo mais recente de que as autoridades chinesas estão buscando formas de impulsionar o mercado doméstico, que nos últimos anos viu como empresas com um valor superior a US$ 1 trilhão foram para bolsas do exterior. Os órgãos reguladores estão elaborando regras para recibos depositários chineses que permitiriam que empresas como a Alibaba Group Holding listassem ações no país e há iniciativas em andamento para incentivar grandes empresas de tecnologia locais, conhecidas como unicórnios, a começarem a listar ações em Xangai ou Shenzhen.

A plataforma para empresas de biotecnologia e alta tecnologia da China poderá abrir já no ano que vem, segundo as pessoas. O mercado pode ter limites mínimos de investidores a fim de evitar que alguns indivíduos invistam em startups de risco, disseram elas. As autoridades receiam que as novas regras de Hong Kong, que reduziram as exigências de receita e lucros para empresas de biotecnologia, possam atrair essas companhias.

As empresas de biotecnologia sem histórico de receita ou lucros podem listar ações em Hong Kong sob regras que entraram em vigor em abril. A mudança faz parte de um esforço mais amplo da Hong Kong Exchanges & Clearing de atrair empresas focadas em tecnologia e de competir diretamente com os mercados dos EUA por aberturas de capital. A Ascletis Pharma, financiada pelo Goldman Sachs, foi a primeira empresa de biotecnologia a solicitar uma listagem sob o novo regime.

Gastos

A China gastou quase US$ 113 bilhões em medicamentos em 2017 e o número deverá chegar a US$ 175 bilhões em 2022, segundo a Iqvia Holdings, uma empresa de pesquisa. O governo eliminou barreiras regulatórias para a inovação em biotecnologia e destacou o setor em seu projeto "Made in China 2025".

Investidores e empreendedores entraram rapidamente no campo nos últimos anos e muitas startups planejam aproveitar as mudanças das regras de Hong Kong. Nos EUA, as ações de empresas chinesas de biotecnologia listadas no Nasdaq dispararam nos últimos 12 meses: a Hutchison China MediTech subiu cerca de 38 por cento até 4 de junho, a BeiGene avançou quase 400 por cento e a Zai Lab aumentou mais de 32 por cento desde sua abertura de capital em 2017.

Os investidores de Hong Kong também mostraram apetite por ativos promissores de biotecnologia da China Continental. As ações da Genscript Biotech, com sede em Nanquim, deram um salto de 688 por cento nos últimos 12 meses graças ao potencial de uma terapia experimental para o câncer que programa as células imunológicas do paciente para combater tumores.

--Com a colaboração de Vinicy Chan e Benjamin Robertson.

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