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Emirates quer separação de bagagens robotizada em aeroportos

Benjamin D. Katz

05/06/2018 13h00

(Bloomberg) -- A Emirates, maior empresa aérea de longo curso do mundo, não consegue entender por que os robôs -- como os usados nos armazéns da Amazon.com -- ainda não estão administrando as bagagens nos aeroportos.

Em uma descrição do que a automação, a inteligência artificial e o big data são capazes de fazer no setor aéreo, o presidente da empresa, Tim Clark, apresentou uma visão na qual os robôs, sem necessidade de intervenção humana, identificariam malas, as colocariam em recipientes prescritos e depois as tirariam da aeronave. Esse conceito também inclui a redução daquela que ainda é a parte mais trabalhosa do voo -- o controle central de segurança.

"Tudo se faria com tecnologia atual", disse a jornalistas, em Sidney, nesta terça-feira, na reunião geral anual da Associação Internacional de Transportes Aéreos. "Somos realmente capazes de fazer isso." O processo como um todo desde a chegada ao aeroporto, passando pelo check-in e pelo controle de imigração até as portas de embarque, se tornaria mais harmonioso e direto, disse.

A tecnologia pode ser empregada até mesmo para verificações de segurança, disse Clark, 68, acrescentando que o passageiro que passa pelo sistema continuaria caminhando e ao mesmo tempo seria inspecionado por "diversas entidades".

Se houver algum problema, "algo aparecerá -- não saberia dizer se seria um humanoide ou outra coisa -- para parar [o passageiro]".

A Emirates já está perto de produzir um sistema de segurança no qual os passageiros passam caminhando e que não exige que tirem botas, cintos, celulares e chaves.

A construção do novo Aeroporto Internacional Al Maktoum, ao sul de Dubai, que segundo Clark foi projetado com "mentalidade antiga", foi paralisada para que sua arquitetura possa ser retrabalhada para acomodar novas tecnologias e a Internet das Coisas.

"Mesmo que isso gere um atraso de alguns anos, teremos que fazê-lo", disse Clark. "Aqueles que não fizerem isso serão crianças-problema no futuro."

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