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Empresa alemã proíbe funcionários de usar WhatsApp e Snapchat

Stefan Nicola e Nate Lanxon

05/06/2018 18h59

(Bloomberg) -- A fabricante alemã de autopeças Continental anunciou que proibirá seus 240.000 funcionários de usarem o WhatsApp, pertencente ao Facebook, e o Snapchat, da Snap, em qualquer dispositivo móvel emitido pela empresa.

Cerca de 36.000 aparelhos serão afetados pela proibição, provocada por preocupações com a privacidade, informou um porta-voz da Continental à Bloomberg.

"Consideramos inaceitável transferir aos usuários a responsabilidade de cumprir as leis de proteção de dados", disse o CEO Elmar Degenhart em um comunicado nesta terça-feira. "Por isso, estamos optando por alternativas seguras."

A privacidade deixou de ser assunto de nicho e se tornou uma das maiores dores de cabeça das diretorias. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da Europa entrou em vigor no mês passado, forçando todos, desde restaurantes e hotéis de bairro até a Amazon e o Google, a cumprir as regras -- ou enfrentar multas de até US$ 25 milhões ou 4 por cento da receita global anual.

Em seu comunicado, a Continental informou que o objetivo da medida é proteger funcionários e parceiros comerciais à luz do novo regulamento. Empresas de outros mercados, como o editorial, que não conseguiram cumprir a lei antes do prazo final de 25 de maio, optaram por impedir qualquer tentativa de acesso a seus websites a partir de conexões de internet europeias.

A Continental informou que está preparada para suspender a proibição se as fabricantes de software conseguirem atualizar seus produtos de acordo com os regulamentos de proteção de dados.

Representantes do WhatsApp ou Snap não puderam comentar imediatamente. No entanto, ambas as empresas atualizaram suas políticas de privacidade depois que o RGPD entrou em vigor.

Repórteres da matéria original: Stefan Nicola em Berlim, snicola2@bloomberg.net;Nate Lanxon em Londres, nlanxon@bloomberg.net

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