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Califórnia e fabricantes de carros 'concordam' sobre emissões

Mark Chediak

(Bloomberg) -- A Califórnia e o setor automotivo concordam, em termos gerais, que o estado deve manter a prerrogativa de definir os padrões de emissões dos veículos apesar dos esforços do governo de Donald Trump para limitar a autoridade do estado, segundo a presidente do Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (Carb, na sigla em inglês).

"Acho que é justo dizer que estamos em uma situação confusa", disse Mary Nichols, na terça-feira, na convenção do Edison Electric Institute, em San Diego. "Talvez pela primeira vez que se tem registro na história, a Califórnia e o setor automotivo concordam no geral que os padrões que estão em vigor realmente devem estar em vigor, e que a Califórnia deve ter a prerrogativa de implementar esses padrões."

Os comentários surgem em um momento em que o Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês) analisa uma proposta que reduziria os padrões de eficiência automotiva, e pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que o OMB defende a revogação da autoridade única da Califórnia para estabelecer seus próprios limites.

A Califórnia está há tempos na vanguarda das políticas para limpeza do ar nos EUA e coordena seus regulamentos de eficiência automotiva com os órgãos reguladores federais desde 2009.

As fabricantes de veículos temem que a decisão de esvaziar os padrões e atacar os poderes regulatórios da Califórnia possa desencadear anos de batalhas jurídicas e incertezas. Elas exortaram a Califórnia e o governo Trump a chegarem a um acordo para ajustar os padrões considerando as vendas elevadas de caminhonetes e os baixos preços dos combustíveis, continuando, ao mesmo tempo, a exigir melhorias anuais na quilometragem.

As autoridades estaduais ainda não viram a proposta, disse Nichols, e provavelmente só verão depois que o OMB concluir a análise, o que ainda deve demorar semanas. Enquanto isso, a Califórnia vai se opor às iniciativas para reduzir sua autoridade.

"Nós temos o direito de estabelecer padrões mais rigorosos do que os nacionais e continuaremos lutando para defendê-lo porque consideramos que temos uma necessidade maior e uma justificativa maior para isso", disse Nichols.

--Com a colaboração de Ryan Beene.

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