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Uber expande aluguéis de bicicletas elétricas para a Europa

Natalia Drozdiak e Stefan Nicola

(Bloomberg) -- Uber Technologies anunciou que lançaria seu serviço de bicicletas elétricas sob demanda na Europa para expandir seus produtos internacionais e incluir formas de transporte mais ecológicas.

A Uber informou na quarta-feira que pretende levar seu serviço de aluguel de bicicletas Jump a Berlim antes do fim do verão (Hemisfério Norte) e que chegará a outras cidades europeias pouco depois.

"Quando você sobe nessas bicicletas e pedala, você se sente como o Super-Homem", disse o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, na conferência de tecnologia Noah, em Berlim, empurrando uma bicicleta elétrica vermelha da Jump no palco. "Isto é, possivelmente, uma substituição das viagens na Uber, para que possamos ir além dos carros, para que possamos apoiar a mobilidade dentro das cidades e para que possamos ajudar a resolver o problema de trânsito que toda cidade enfrenta."

A expansão ocorre após a compra da Jump pela Uber, em abril, primeira aquisição desde que Khosrowshahi entrou na empresa de caronas compartilhadas como CEO, no ano passado. A compra se encaixa na estratégia mais ampla da Uber de se expandir além da oferta de transporte similar aos táxis tradicionais, que inclui serviços como entregas de alimentos e viagens em carros voadores.

A Uber entrará no disputado mercado de aluguel de bicicletas. A capital alemã já tem presenças significativas de empresas como a OBike, com sede em Cingapura, a chinesa Mobike e a LimeBike, que também oferece opções elétricas. Essas empresas têm entrado agressivamente em cidades de toda a Europa e dos EUA com serviços baseados em aplicativos que permitem que os clientes encontrem a bicicleta mais próxima e a deixem onde quiserem depois de usá-las.

A Uber também levará seu serviço de carros elétricos UberGreen para a capital alemã neste ano porque deseja promover a eletrificação do transporte em cidades europeias.

Os novos produtos para a Alemanha são um exemplo da "nova Uber", disse o CEO, que está tentando chegar aos mercados "por meio de parcerias e diálogo".

A Alemanha tem sido um mercado difícil para as principais unidades de negócios da Uber. A empresa teve que retirar seu principal produto, que consiste na oferta de corridas por meio de motoristas privados, mais baratas do que as dos táxis, devido a problemas jurídicos. Khosrowshahi, que está em uma campanha de conquista desde que se tornou CEO, prometeu, em uma conferência de tecnologia em Munique, em janeiro, expandir-se com mais cuidado no país. Isso não evitou as manifestações de taxistas locais do lado de fora do evento, que apitaram para protestar contra a concorrência da gigante americana.

A empresa já oferece passeios de bicicleta da Jump em Washington, São Francisco e outras cidades da Califórnia, onde os clientes podem fazer viagens de 30 minutos por US$ 2 em uma bicicleta eletricamente assistida. A Uber afirmou que informará mais detalhes sobre os preços para usar bicicletas na Europa em breve.

(Atualizações com citações do CEO por toda parte.)

Repórteres da matéria original: Natalia Drozdiak em Bruxelas, ndrozdiak1@bloomberg.net;Stefan Nicola em Berlim, snicola2@bloomberg.net

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