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Millennials impulsionam vendas de Rolls-Royce no Canadá

Natalie Obiko Pearson

07/06/2018 12h51

(Bloomberg) -- Quando a Rolls-Royce Motor Cars apresentou seu primeiro SUV na América do Norte no mês passado, a fabricante optou por Vancouver. No primeiro dia, vendeu seis unidades, com um preço inicial de 399.000 dólares canadenses (US$ 308.000) cada -- nada mal para uma marca exclusiva que vendeu apenas 3.362 carros em todo o mundo no ano passado.

Quando se trata de supercarros, o Canadá -- por algum motivo estranho -- tem uma influência desproporcional. O Canadá responde por cerca de 10 por cento das vendas da Rolls-Royce na América do Norte, apesar de os ricos do país representarem apenas 6 por cento da população de maior renda do hemisfério. Uma das concessionárias de melhor desempenho mundial da Rolls-Royce fica em Vancouver, uma cidade de apenas 2,4 milhões de habitantes. Um em cada dez veículos vendidos no ano passado no Canadá foi um carro de luxo, de acordo com a DesRosiers Automotive Consultants.

A Rolls-Royce afirma que o mercado do Canadá está apenas começando -- graças ao crescente apetite por luxo impulsionado por imigrantes, mães e millennials super-ricos.

"O Canadá é um mercado com um enorme desenvolvimento", disse Torsten Muller-Otvos, CEO da unidade da BMW, em entrevista no novo showroom da Rolls-Royce em Vancouver. "Eu diria que isso começou há dois ou três anos, quando esse mercado batia um recorde atrás do outro", disse ele.

Moda

A famosa fabricante de carros -- há muito associada a senhores respeitáveis com motoristas de uniforme -- procurou uma clientela mais jovem e menos séria desde que Muller-Otvos assumiu o comando em 2010. A companhia lançou um cupê, um conversível e reinterpretações modernas de seus clássicos, tornando inesperadamente a marca de 114 anos a preferida entre as referências musicais da cultura pop e a nova favorita de uma tribo de milionários jovens e globalizados.

Embora a Rolls-Royce tenha concessionárias em Toronto, Montreal e Calgary, as tendências que impulsionam as vendas são mais visíveis em Vancouver -- um ímã no litoral do Pacífico para pessoas que buscam um estilo de vida luxuoso, a cidade foi apelidada de capital do supercarro na América do Norte.

Mais de 70 por cento dos clientes da Rolls-Royce na cidade são asiáticos e os maiores compradores do cupê Wraith e do conversível Dawn ainda não têm 30 anos -- "é notável", como diz Aly Jiwani, gerente-geral da concessionária de Vancouver. Ele diz que um de seus clientes possui uma frota de 14 Rolls-Royce.

Da escola à ópera

Além disso, as mulheres estão entrando no showroom. As motoristas já respondem por 40 por cento da clientela de Jiwani -- em comparação com 15 por cento da média mundial da Rolls-Royce -- e em breve provavelmente serão metade de seus compradores, diz ele.

Essa tendência deve crescer, estimulada pelo modelo Cullinan, diz Muller-Otvos. O novo SUV, batizado com o nome do maior diamante já encontrado, foi projetado com um mercado como o do Canadá em mente -- climas mais difíceis, terrenos mais acidentados, motoristas mais aventureiros e, é claro, mães endinheiradas.

"É um modelo flexível -- você pode levar seus filhos para a escola, você pode sair à noite para a ópera. É um carro totalmente adequado para todas as ocasiões", disse ele.

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