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Nova geração da Prada entra em cena com filho de CEOs da empresa

Robert Williams, Stephanie Baker e Tommaso Ebhardt

(Bloomberg) -- Lorenzo Bertelli, o filho de 30 anos dos CEOs da Prada, juntou-se à empresa em um cargo fundamental e se posicionou como o possível sucessor do casal que transformou a fabricante italiana de malas em uma potência mundial da moda.

O filho mais velho de Miuccia Prada e Patrizio Bertelli se tornou chefe de comunicação digital em setembro, disse uma porta-voz. O herdeiro de uma das famílias mais ricas da Itália deixou sua carreira de piloto de corrida para se juntar à Prada, mas a empresa não havia divulgado a nomeação.

Sua mãe, de 70 anos, e seu pai, de 72 anos, controlam cerca de 80 por cento da Prada, que é negociada em Hong Kong e também é proprietária das marcas Miu Miu, Church's e Car Shoe. A ausência de um sucessor natural e uma onda de aquisições pelos conglomerados franceses de luxo LVMH e Kering levaram o mercado a especular que os CEOs poderiam receber propostas de pretendentes. A nomeação de Lorenzo deverá reduzir a probabilidade de mudanças na estrutura de propriedade no curto prazo, de acordo com pessoas a par da situação.

Queda de lucros

Depois que o lucro caiu nos últimos três anos, a Prada prometeu voltar a crescer em 2018. As ações subiram cerca de 40 por cento neste ano devido à crescente demanda por luxo na China. Para dar impulso à recuperação, a empresa está se concentrando no comércio eletrônico e em recuperar sua linha Prada Sport, a submarca que foi pioneira na moda esportiva de luxo nos anos 1990.

"Estamos vendo um início promissor em 2018", disse Patrizio Bertelli em março. "Tenho certeza de que este é o começo de uma nova fase."

Depois de revolucionar a indústria italiana do luxo vendendo bolsas de nylon nos anos 1980, a Prada marcou o tom da moda durante mais de duas décadas com produtos que desafiavam as ideias tradicionais de estilo e beleza.

Antes de sua transformação de piloto de rali em executivo digital, Lorenzo Bertelli estudou Filosofia. Em 2015, no mesmo ano em que entrou no conselho da matriz por meio da qual a família controla a Prada, ele disse ao jornal italiano Corriere della Sera: "Eu acho que não me restam muitos anos de diversão, porque em breve terei que trabalhar no negócio da família."

Ponto fraco

Em outubro, Lorenzo se sentou na primeira fila no desfile da Miu Miu, de sua mãe, em Paris. Ele agora está trabalhando no que tem sido o ponto mais fraco de Prada: o digital. A empresa está tendo dificuldades para alcançar as concorrentes que foram mais rápidas em compreender o poder do comércio eletrônico e das redes sociais. A marca está colocando o foco na publicidade pela internet e investindo no comércio eletrônico. Em dezembro, a companhia lançou uma loja on-line na China, seguindo os passos de marcas como Louis Vuitton e Saint Laurent.

"Nosso programa de transformação digital está indo bem e está impulsionando o crescimento dos negócios", disse Chiara Tosato, diretora de comércio eletrônico e digital, no início deste ano.

Repórteres da matéria original: Robert Williams em Paris, rwilliams323@bloomberg.net;Stephanie Baker em Londres, stebaker@bloomberg.net;Tommaso Ebhardt em Milão, tebhardt@bloomberg.net

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