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Fifa estuda expandir plano de US$ 25 bi com mais clubes: Fonte

David Hellier

(Bloomberg) -- O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estuda convidar até 36 equipes para participarem de uma nova Copa do Mundo de Clubes. O chefe do órgão que administra o futebol busca garantir mais apoio para o plano de injetar US$ 25 bilhões no esporte, segundo uma pessoa familiarizada com as propostas.

Infantino está trabalhando com a gestora de ativos Centricus, com sede em Londres, para encontrar investidores corporativos para respaldar dois novos torneios, um de clubes e outro de seleções nacionais de futebol, disse a pessoa, que prefere não ser identificada porque as deliberações são confidenciais. Ele deverá oferecer uma atualização sobre a proposta aos membros do conselho do órgão no domingo, em Moscou, antes do início das partidas da Copa do Mundo.

Os planos para os dois torneios ainda não estão definidos e nenhuma decisão final foi tomada a respeito dos formatos ou dos investidores que poderão participar, disse a pessoa. Representantes da Centricus preferiram não comentar, e um porta-voz da Fifa não respondeu imediatamente às perguntas, limitando-se a apontar a agenda da reunião do conselho no fim de semana.

O aumento da participação em relação ao torneio de 24 clubes previsto inicialmente pode ajudar Infantino a conseguir mais apoio para o plano de investimento, que havia sido respaldado por um consórcio de investidores que incluiu a SoftBank Group, do bilionário Masayoshi Son. A mudança da proposta, que daria nova forma ao futebol global, foi alvo de críticas nas últimas semanas de alguns setores preocupados com uma série de questões, como a falta de informações sobre as fontes de financiamento.

A SoftBank está interessada em garantir todo o plano de investimento de US$ 25 bilhões, mas nenhum acordo foi fechado por enquanto, disse a pessoa. A Fifa está consultando suas federações e membros do conselho para encontrar o formato correto e a fonte de financiamento, disse a pessoa. Um representante da SoftBank preferiu não comentar.

Infantino pretende recorrer a empresas e fundos de hedge em busca de financiamento, mas exclui fundos soberanos de investimentos, disse a pessoa, o que também pode ajudar a aliviar o receio de que algum país rico obtenha uma influência indevida no esporte.

Segundo o plano atualmente avaliado, a Fifa receberia US$ 3 bilhões do grupo de investidores por cada competição de clubes -- contra US$ 37 milhões no caso do torneio existente, com sete clubes -- e US$ 2 bilhões para cada evento internacional em uma nova Liga das Nações, disse a pessoa. Se os lucros superarem as projeções, o excedente seria dividido com os investidores, segundo a pessoa. O consórcio de investidores teria 49 por cento de uma nova entidade separada que organizaria os dois torneios, disse a pessoa.

A Fifa, que seria dona do restante da joint venture, continuaria sendo a única responsável pela governança e também por organizar a Copa do Mundo a cada quatro anos e outros torneios, disse a pessoa.

O conselho da Fifa aprovou planos também para expandir a Copa do Mundo das 32 seleções atuais para 48 a partir da edição programada para 2026, informou o órgão em janeiro.

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