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Donos de shoppings nos EUA não encontram compradores

Sarah Mulholland

(Bloomberg) -- Alguns proprietários de shoppings nos EUA gostariam de vendê-los. Mas quem quer comprá-los?

Enquanto lidam com o aumento do comércio eletrônico, os donos de shoppings dos EUA estão tentando retirar centros comerciais em decadência de seus livros contábeis para poder se concentrar nos mais rentáveis. Isso está mostrando ser algo difícil porque só existe um grupo pequeno de investidores dispostos a ficar com um shopping em declínio e muito menos investidores dispostos a pagar o preço que os proprietários desejam. Apenas cerca de US$ 3 bilhões em imóveis de varejo mudaram de mãos em abril, uma queda de 27 por cento em relação ao ano anterior e o número mensal mais baixo desde fevereiro de 2013, de acordo com os dados mais recentes da Real Capital Analytics.

Gigantes dos shoppings como a Simon Property Group e a GGP estão gastando bilhões para renová-los, adicionando experiências que não são encontradas na internet e reinventando os grandes espaços deixados por lojas de departamentos falidas. Mas há um conjunto cada vez maior de shoppings de menor padrão que se tornaram irrelevantes e não justificam uma reforma cara.

"É um ambiente difícil. Eu acho que ninguém previu realmente que o declínio da loja de departamentos ocorreria tão rapidamente quanto ocorreu", disse Joe Coradino, CEO do Fundo de Investimentos Imobiliários (REIT, na sigla em inglês) da Pensilvânia, proprietário de 21 shoppings na região central do litoral dos EUA no Atlântico. "Os vendedores estão realmente de joelhos."

Compras

Não muito tempo atrás, alguns dos maiores nomes do private equity, como a KKR & Co. e a Starwood Capital Group de Barry Sternlicht, estavam pagando grandes somas para comprar imóveis de varejo. Em 2012 e 2013, a Starwood adquiriu um total de US$ 2,6 bilhões em shoppings da Westfield e menos de um ano depois fechou um acordo por US$ 1,4 bilhão para comprar sete shoppings da Taubman Centers. De 2012 a 2014, a KKR comprou quatro shoppings regionais por cerca de US$ 502 milhões, mostram dados da Real Capital. Essa demanda quase evaporou à medida que a aposta em shoppings nos EUA está se tornando cada vez mais traiçoeira.

É difícil precisar quantas propriedades de varejo pode haver no mercado. Os proprietários de shoppings de capital aberto preferem não divulgar detalhes para não terem que responder a perguntas sobre seus progressos na venda de ativos específicos durante as conferências de ganhos trimestrais, de acordo com Haendel St. Juste, analista da Mizuho Securities USA.

Os donos de shoppings menores que estão adiando a venda na esperança de conseguir um preço mais alto podem estar perdendo uma janela de oportunidade, segundo St. Juste. Todos os indicadores apontam para valores mais baixos no futuro, disse ele.

"Se você estiver pensando em vender um ativo mais tarde", disse ele, "seria prudente pensar em adiantar a operação e vender agora".

--Com a colaboração de Heather Perlberg.

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