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Opep destaca demanda incerta a poucos dias de reunião crucial

Grant Smith

12/06/2018 18h23

(Bloomberg) -- Faltando apenas uma semana para as negociações difíceis sobre uma possível elevação na produção, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo enfatizou a enorme incerteza sobre a demanda por combustível.

O relatório mensal do departamento de pesquisa da Opep destacou um "amplo intervalo de projeções" para a quantidade que os países integrantes precisam produzir no segundo semestre. Diante da incerteza referente a 1,7 milhão de barris diários, a demanda pode ser significativamente maior ou ligeiramente menor que a produção atual da Opep.

"Avaliando diversas fontes, prevalece a considerável incerteza sobre a demanda mundial por petróleo e a oferta vinda de fora da Opep", afirmou o relatório publicado pelo secretariado da organização em Viena. "Essa perspectiva para a segunda metade de 2018 requer monitoramento de perto."

Durante encontro em Viena na semana que vem, a Opep e aliados vão debater se retomam produção que foi paralisada. Arábia Saudita e Rússia declararam que desejam aumentar a oferta para impedir que o preço alto do barril prejudique o crescimento econômico. No entanto, a oposição por outros países produtores vem aumentando.

Demanda incerta

A principal previsão do cartel ? praticamente inalterada em relação ao relatório do mês passado ? indica necessidade de mais petróleo para satisfazer totalmente a demanda global. Contudo, o grupo deu uma ênfase atípica à incerteza em torno da estimativa.

De acordo com o último relatório, no segundo semestre serão necessários, na média, 33,34 milhões de barris diários produzidos pelos 14 integrantes da Opep, uma quantidade consideravelmente maior do que os 31,87 milhões de barris diários que produziram no mês passado. A produção na Venezuela continua diminuindo em meio à crise econômica e chegou a apenas 1,39 milhão de barris diários em maio.

O relatório também afirmou que "riscos de baixa podem limitar" a demanda, à medida que o crescimento se desacelera nas principais economias, os subsídios aos combustíveis são retirados e consumidores trocam petróleo por gás natural. O estudo também destacou o potencial para crescimento ainda mais rápido da produção em rivais da Opep, como EUA, Canadá e Brasil.

A estimativa no cenário básico da Opep é calculada a partir do teto do intervalo de projeções, de acordo com o relatório. Se a demanda pelo combustível ficar mais próxima ao piso do intervalo, a produção atual pelo cartel já seria um pouco maior do que o mercado demanda.

Apesar das incertezas, Arábia Saudita e Rússia aparentemente já estão aumentando a produção, revertendo quase 18 meses de contenção na oferta.

Segundo o relatório, no mês passado a produção saudita passou de 10 milhões de barris diários pela primeira vez desde outubro. Na primeira semana de junho, algumas empresas ultrapassaram os limites e a Rússia elevou a oferta para o maior nível em 14 meses, de acordo com uma pessoa com conhecimento do assunto.

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