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Veterano tem negócios inacabados na maior mina de cobre do mundo

Laura Millan Lombrana

(Bloomberg) -- Nelson Pizarro quer continuar à frente da maior empresa de cobre do mundo até conseguir inaugurar um projeto para transformar o principal depósito em uma gigantesca mina subterrânea.

Ele trabalhou na mineração durante a maior parte de seus 77 anos, sendo que nos últimos quatro guiou a estatal Codelco durante uma crise dolorosa. Com uma mudança de governo no Chile neste ano e o retorno à lucratividade, em parte graças aos cortes de custos e gastos de Pizarro, especula-se quanto tempo ele permanecerá.

Estar lá para ver o primeiro metal produzido no projeto subterrâneo de Chuquicamata seria uma "missão cumprida", disse ele em entrevista, em Santiago. "Mas isso depende de mim, da minha saúde e da minha família. Estou decidido a estar lá até essa data."

Essa data é meados de 2019, segundo a última estimativa da empresa.

Chuquicamata representa a situação difícil da Codelco e sua transição sob Pizarro.

A operação centenária é a maior mina a céu aberto do mundo -- em tamanho físico, não em produção. Chuquicamata já foi a joia da coroa da Codelco e um símbolo do poder da mineração do Chile. Mas está ficando sem minério lucrativo e precisa passar para uma moderna operação subterrânea.

Com cerca de 60 por cento de conclusão, a Chuquicamata subterrânea será a primeira do lote atual de grandes projetos da Codelco a entrarem em produção. Mesmo assim, o investimento só manterá a produção nos níveis atuais, de cerca de 330.000 toneladas por ano.

"Isso é difícil para a cultura de Chuquicamata, porque ela sempre foi o carro-chefe", disse Pizarro. "Mas agora isso é passado. Ou fazemos a transformação ou não há mais Chuquicamata."

A nova mina precisará de cerca de 1.700 trabalhadores a menos, em parte porque o minério será transportado por correias transportadoras e não por caminhões. Sua fundição também passará por uma atualização de US$ 1 bilhão para atender aos padrões mais rígidos de emissões.

As relações entre a Codelco e seus sindicatos na mina azedaram nos últimos meses quando a empresa revelou planos para cortar custos. Em abril, líderes sindicais acusaram a empresa de manter uma "atitude arrogante" e ameaçaram entrar em greve. Pizarro diz que "o tempo de luto passou" e que a Codelco está conversando com os sindicatos diariamente.

Apelidado de "mãos de tesoura", Pizarro comandou um declínio de 15 por cento nos custos de produção desde que se tornou CEO, em 2014, e o foco continua no controle de custos, apesar de os preços do cobre terem se recuperado e atingido os maiores níveis em quase quatro anos.

No total, a Codelco planeja investir mais de US$ 20 bilhões até 2022 em todas as suas operações. Entre os principais projetos estão:- Teniente Nuevo Nivel Mina: 46 por cento concluído.O projeto foi reformulado e agora deve começar a operar em 2023-2024;

- Expansão andina: 53 por cento concluída.Expectativa de início em 2021.Segunda expansão pode levar produção de 88.000 toneladas por ano para 140.000.

- Mina Salvador IncaAumentaria produção de 60.000 toneladas para mais de 80.000.

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