PUBLICIDADE
IPCA
0,86 Out.2020
Topo

Barclays estuda retorno de banco de varejo na Índia, dizem fontes

Anto Antony e George Smith Alexander

23/07/2018 12h40

(Bloomberg) -- O Barclays estuda retornar ao ramo de banco de varejo na Índia em um momento em que busca empregar uma fatia maior do capital que detém na unidade da Ásia Meridional, disseram pessoas a par do assunto.

O banco britânico, que decidiu deixar o negócio em 2011, pretende reconstruir a operação de banco de varejo na terceira maior economia da Ásia usando canais digitais desta vez, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a informação não é pública. O CEO da Barclaycard International, Barry Rodrigues, supervisionaria a plataforma, que mobilizaria depósitos e ofereceria empréstimos eletronicamente, disseram as pessoas.

O Barclays está entrando novamente em alguns negócios e mercados da região Ásia-Pacífico no momento em que o CEO Jes Staley deixa uma era de reestruturação para trás. O banco reabriu seu escritório na Austrália em abril para se concentrar em consultoria e mercado de capitais dois anos após deixar o país.

O modelo de negócios de varejo indiano não exigiria nenhuma injeção de capital adicional da empresa controladora porque o capital mantido no país seria suficiente para os planos locais de crescimento, disseram as pessoas.

"Apesar de estarmos avaliando constantemente todas as oportunidades de crescimento lucrativo e sustentável de nossos negócios nos lugares nos quais operamos, não há planos no momento de entrar no ramo de banco de varejo na Índia", afirmou o escritório do banco em Mumbai em resposta por e-mail a perguntas. "A Índia continua sendo um mercado fundamental para o Barclays." A empresa tem mais de US$ 1 bilhão em capital investido no país, informou.

Em 2011, o Barclays decidiu reduzir as operações de empréstimos ao consumidor na Índia, fechar a maioria de suas filiais no país e vender 32 bilhões de rúpias (US$ 466 milhões) em empréstimos quando a crise da dívida da Europa e o aumento da regulação ameaçaram corroer os lucros. O banco, que contava com cerca de 79 agências no país em seu auge, mudou o foco na ocasião para a administração de fortunas e bancos corporativo e de investimento. Atualmente o banco conta com seis agências na Índia.

Repórteres da matéria original: Anto Antony em Mumbai, aantony1@bloomberg.net;George Smith Alexander em Mumbai, galexander11@bloomberg.net