Topo

Expedia enfrenta Airbnb e Booking no mercado de locações

Gerrit De Vynck

09/08/2018 12h38

(Bloomberg) -- Os aluguéis de residências são o ramo mais aquecido da indústria de reservas de viagens pela internet e a Expedia Group pretende subir ainda mais a temperatura.

Depois de passar três anos atualizando a tecnologia da unidade HomeAway, a Expedia está pronta para intensificar os esforços para adicionar mais anúncios de residências em uma tentativa de alcançar a escala de concorrentes como Airbnb, disse o CEO Mark Okerstrom em entrevista.

"A primeira fase serviu apenas para colocar a plataforma em funcionamento e as pessoas on-line", disse Okerstrom. "A segunda fase diz respeito à aquisição de propriedades."

Apesar de o aluguel de casas em destinos de praia e de montanha sempre ter sido popular, o Airbnb mudou o mercado convencendo pessoas comuns a alugarem suas próprias casas nas cidades. A Expedia entrou no setor em 2015 com a compra da HomeAway, mas precisou investir tempo e dinheiro para melhorar a tecnologia do website e levar mais anúncios à internet.

Okerstrom disse que a Expedia não fixou o número específico de anúncios que deseja somar nos próximos anos, mas insinuou que perseguirá metas já alcançadas pelos concorrentes.

"Basta ver o que há por aí e alguns dos números que outras empresas do setor mencionaram, acho que é o começo", disse. A HomeAway, da Expedia, tem 1,7 milhão de anúncios para reservas on-line e o rival Booking, que antes se chamava Priceline, e o Airbnb contam com cerca de 5 milhões cada.

Atualmente, a HomeAway gera cerca de US$ 300 milhões em receita por trimestre, ou cerca de 10 por cento do total da Expedia. O lucro na unidade dobrou no último trimestre após o esforço para levar mais anúncios ao website e a introdução de uma taxa de reserva, informou a Expedia em 26 de julho. As ações subiram 11 por cento após o balanço de resultados.

O ramo de aluguéis de residências é difícil. A atividade não gera as margens de lucro generosas que as agências de viagem on-line estão acostumadas a receber com reservas de hotéis. O fechamento de um acordo com uma grande rede de hotéis leva milhares de anúncios de uma vez só para plataformas como Expedia ou Booking, ao passo que a adição de aluguéis de residências geralmente exige que a empresa trabalhe com administradores de propriedades que dispõem de poucos anúncios de aluguel. A chave para o sucesso é construir um sistema no qual os anfitriões possam adicionar propriedades por conta própria, sem muito esforço direto da Expedia.

Faz um ano que o canadense de 45 anos assumiu o cargo máximo da empresa, quando seu antecessor, Dara Khosrowshahi, saiu para assumir a Uber Technologies. Inicialmente, Okerstrom era visto como alguém que seguiria os passos do antigo chefe, mas ele já começou a trilhar seu próprio caminho.

Enquanto Khosrowshahi basicamente administrava a Expedia como uma empresa de portfólio, com diferentes marcas que às vezes competiam umas com as outras, Okerstrom está trabalhando para integrá-las.

"O poder do grupo Expedia está no coletivo", disse. "Essa é a nova percepção da organização."

Economia