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Gestora de US$ 112 bi pede aulas sobre criptomoedas ao Goldman

Kyungji Cho, Heejin Kim e Whanwoong Choi

05/09/2018 15h54

(Bloomberg) -- Você nem imaginaria que esta grande administradora de recursos estaria interessada em criptomoedas.

Mas a Korea Post, que administra US$ 112 bilhões e é dirigida pelo governo da Coreia do Sul, o mesmo que alertou que as moedas virtuais poderiam corromper a juventude do país, está querendo saber mais sobre esse novo mercado.

Kang Seong-ju, presidente da Korea Post, disse em entrevista que conversou sobre criptomoedas com David Solomon, o futuro CEO do Goldman Sachs Group, em uma reunião recente em Nova York. Funcionários da Korea Post se reunirão com a equipe de pesquisa sobre criptomoedas do Goldman em Hong Kong no fim deste mês para estudar ativos digitais, blockchain e áreas relacionadas, como a inteligência artificial.

"Pedi que o Goldman transmita seu know-how na área de criptomoedas", disse Kang em uma entrevista em Seul. "Como se considera que as criptomoedas têm potencial e são algo que muitos estão observando, vamos ter de conhecer seus pontos fortes e fracos."

Embora a Korea Post não tenha planos para investir em moedas virtuais, a viagem de estudos destaca como essa classe de ativos, antigamente marginal, está se popularizando. O Goldman, uma das primeiras instituições de Wall Street a compensar futuros regulados em bitcoin, contratou um diretor de mercados de ativos digitais e, segundo fontes, estuda um plano para oferecer serviços de custódia de criptomoedas, porque cresce o número de investidores institucionais que manifestam interesse pelo espaço. A instituição com sede em Nova York não quis comentar seus acordos com a Korea Post.

Na Coreia do Sul, um dos epicentros da febre global das criptomoedas do ano passado, as autoridades têm desaprovado o mercado. O primeiro-ministro do país alertou em novembro que moedas digitais poderiam induzir adolescentes a se envolver em esquemas de pirâmide e crimes ligados ao tráfico de drogas, e o ministro de Justiça propôs a proibição das plataformas de negociação de criptomoedas. O governo proibiu as ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) em setembro.

Para Kang, aprender sobre criptomoedas faz parte da iniciativa geral da Korea Post para acompanhar o ritmo das mudanças no ambiente de investimento.

"Precisamos acumular know-how", disse ele.

--Com a colaboração de Cathy Chan.

Repórteres da matéria original: Kyungji Cho em Seul, kcho54@bloomberg.net;Heejin Kim em Seul, hkim579@bloomberg.net;Whanwoong Choi em Seul, wchoi70@bloomberg.net

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