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Megafusão chinesa pode impactar corrida global da tecnologia 5G

Bhuma Shrivastava e Kim Robert McLaughlin

05/09/2018 13h01

(Bloomberg) -- A China aposta em que fortalecer suas empresas de telefonia ajudará o país a manter sua vantagem na corrida pela tecnologia 5G.

A fusão que está sendo estudada entre duas das três operadoras chinesas - a China United Network Communications Group e a China Telecommunications - poderia facilitar o investimento em equipamentos para a próxima geração de tecnologia móvel, acelerando seu desenvolvimento. As ações da China Tower caíram pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, porque os investidores consideram que a fusão a deixaria de fora das oportunidades de infraestrutura.

A China tem uma leve vantagem sobre a Coreia do Sul, os EUA e o Japão em termos de preparação, de acordo com a Analysys Mason. O momento da possível combinação das companhias de telecomunicações na maior economia da Ásia reflete que, após anos de negociações, um impulso global para a tecnologia 5G deve finalmente acontecer em 2018 com as primeiras implementações de grande escala da infraestrutura para possibilitar serviços como manufatura automatizada, cirurgias remotas, carros sem motorista e controle de tráfego.

Essa tecnologia oferece muito mais capacidade que a 4G e promete velocidades rápidas o suficiente para fazer o download de um filme em alta definição em segundos. Até o final de 2023, haverá 1 bilhão de assinaturas de 5G, que responderão por cerca de 20 por cento do tráfego de dados móveis, de acordo com a fabricante sueca de redes wireless Ericsson.

Confira a posição dos principais participantes da corrida global da tecnologia 5G:

China

A China - líder em preparação para a tecnologia 5G devido às políticas governamentais proativas e ao ímpeto da indústria, de acordo com a Analysys Mason - iniciou testes em 13 grandes cidades neste ano. O país planeja a aplicação comercial até 2020, mas ainda precisa distribuir licenças comerciais ou espectro 5G, o que obscurece o cronograma de investimentos e de implementação.O investimento em 5G do país pode chegar a 1,4 trilhão de yuans (US$ 200 bilhões) entre cinco e sete anos, segundo Bing Duan, analista da Nomura Asset Management, 70 por cento a mais do que foi gasto nos serviços 4G.

Coreia do Sul

A Coreia do Sul quer ser o primeiro país do mundo a oferecer serviços comerciais 5G, com data de início prevista para março de 2019. Sua tecnologia 5G foi testada durante os Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro, com carros autônomos, jogos de realidade virtual e um sistema de detecção de movimento para afastar javalis. O país captou US$ 3,3 bilhões com uma venda de espectro wireless reservado para 5G em junho.

EUA

As operadoras dos EUA também pretendem estar entre as primeiras a transformar os testes de 5G em ofertas comerciais, e todas as quatro principais operadoras planejam iniciar os serviços entre o final de 2018 e meados de 2019.

Japão

A NTT Docomo, unidade de telefonia móvel do antigo monopólio de telefonia do Japão, anunciou que projeta o lançamento comercial da rede 5G para 2020. A maior rival da NTT Docomo, a KDDI, também planeja lançar no mesmo ano.

Rússia

O Ministério das Comunicações quer iniciar redes 5G nas oito maiores cidades do país em 2020, o que significa que o espectro necessário poderá ser concedido no próximo ano.

--Com a colaboração de Sam Kim, Jing Yang de Morel, Dave McCombs, Thomas Seal, Angelina Rascouet e Ilya Khrennikov.

Repórteres da matéria original: Bhuma Shrivastava em Mumbai, bshrivastav1@bloomberg.net;Kim Robert McLaughlin em Estocolmo, kmclaughlin6@bloomberg.net

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