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Nova regra obrigará Netflix e Amazon a financiar vídeo europeu

Natalia Drozdiak

02/10/2018 16h06

(Bloomberg) -- Netflix, Amazon e outras empresas que oferecem vídeo sob demanda precisarão garantir que pelo menos 30 por cento de seu catálogo seja formado por conteúdo feito na Europa, de acordo com novas regras aprovadas pela União Europeia nesta terça-feira.

Parlamentares do bloco votaram a favor dessa política para modernizar a legislação audiovisual em uma época em que as pessoas acessam programas de TV, filmes e conteúdo de mídia sob demanda e em dispositivos móveis.

A legislação, que ainda precisa de aprovação dos países integrantes da UE, também pode obrigar as plataformas online a financiar filmes e programas de televisão no continente. Após a aprovação, esses países terão cerca de dois anos para incorporar as novas regras à legislação nacional.

Algumas das maiores plataformas já oferecem bastante conteúdo europeu, mas precisarão ampliar esse cardápio para cumprir as novas regras. Novos programas e filmes exigirão o lançamento de mais conteúdo europeu para manter a cota de 30 por cento. Outra exigência é dar bom posicionamento e visibilidade ao conteúdo local nas plataformas.

O conteúdo local também é importante para essas empresas se expandirem internacionalmente. A Netflix, por exemplo, oferece as séries Marseille (drama político que se passa na França, estrelado por Gerard Depardieu) e Suburra (sobre crimes na Itália).

Programas em idiomas locais são bem recebidos pelo público europeu e costumam atrair mais anunciantes do que programas importados, segundo analistas.

A Netflix dobrou o orçamento para programas feitos na Europa neste ano para US$ 1 bilhão. A Amazon em breve terá pelo menos 12 séries originais produzidas na Europa (era apenas uma em 2014). O investimento das plataformas de streaming fez com que emissoras de TV do Reino Unido, França, Alemanha e Itália colocassem as rivalidades de lado para coproduzir conteúdo ou oferecer programas online.

Sob as novas regras da UE, os países integrantes do bloco poderão exigir que as plataformas sob demanda ajudem a financiar a produção de conteúdo europeu ? por exemplo, via taxas pagas a fundos nacionais, com contribuição baseada no faturamento naquele país.

A França já implementou o imposto cultural, pago por salas de cinema, emissoras de TV e provedoras de internet. Empresas que não têm sede no país precisam pagar 2 por cento de imposto sobre o faturamento com streaming no mercado francês.

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