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Celular de criador do Android enviará mensagens por você, dizem fontes

Mark Gurman

10/10/2018 15h56

(Bloomberg) -- A Essential Products, a startup de produtos eletrônicos administrada pelo criador do Android, Andy Rubin, está colocando a maioria de seus projetos de lado para se concentrar no desenvolvimento de um novo tipo de telefone que tentará imitar o usuário e responder mensagens automaticamente em nome dele, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

A empresa interrompeu o desenvolvimento do alto-falante doméstico planejado meses depois de cancelar o trabalho com um outro smartphone que estava em andamento, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque os detalhes são privados. As vendas de um telefone anterior foram desanimadoras e a empresa está abandonando a iniciativa, em parte porque o produto é muito parecido com outros presentes no mercado. A Essential havia considerado a possibilidade de se vender neste ano após uma série de contratempos.

O design do novo dispositivo móvel não se parece ao de um smartphone padrão. Ele teria uma tela pequena e exigiria que os usuários interagissem usando principalmente comandos de voz em conjunto com o software de inteligência artificial do Essential. A ideia é que o produto marque compromissos ou responda e-mails e mensagens de texto por conta própria, segundo as pessoas familiarizadas com os planos. Os usuários também poderiam fazer chamadas telefônicas a partir do aparelho.

Se a impressão é de semelhança com o filme de ficção científica "Ela" é porque a ideia é justamente essa. Rubin deseja capturar a imaginação das pessoas com um produto realmente diferente das alternativas. O aparelho, que nunca havia aparecido no noticiário, pode ser a última esperança da Essential de entrar em um mercado dominado por Apple e Samsung Electronics. Uma porta-voz da Essential preferiu não comentar.

Em entrevista à Bloomberg, no ano passado, Rubin sugeriu o incentivo benevolente para embarcar em um projeto nesse sentido. "Se eu puder chegar a um ponto em que o telefone é uma versão virtual sua, você poderá desfrutar da vida e jantar sem pegar no telefone e poderá confiar no telefone para fazer as coisas em seu nome", disse. "Acho que consigo solucionar parte do comportamento viciante."

Embora inovador, o conceito enfrenta muitos desafios práticos. Qualquer pessoa que tenha passado algum tempo conversando com a Siri ou a Alexa conhece os limites das assistentes virtuais. Como resultado, a Essential espera comercializar o produto como um complemento aos smartphones das pessoas ou como um telefone para quem quiser passar menos tempo conectado a suas telas.

A Essential tem o suporte de cerca de US$ 300 milhões, o que a transforma na nova empresa de eletrônicos de consumo mais ambiciosa do Vale do Silício em anos. A empresa com sede em Palo Alto, na Califórnia, começou a vender um produto chamado Essential Phone no ano passado, que fez muito barulho devido ao pioneirismo do design com tela de ponta a ponta antes do iPhone X. Após o lançamento do primeiro Essential Phone e do produto de alto padrão da Apple, muitas fabricantes de telefones seguiram o exemplo. Mas o Essential Phone tem tido dificuldades nas vendas devido ao preço relativamente alto e aos problemas de software.

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