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Facebook e Google já não são os únicos a comprar energia limpa

Brian Eckhouse

01/11/2018 14h41

(Bloomberg) -- As empresas já não precisam ter o tamanho do Walmart ou do Facebook para comprar energias solar e eólica.

Empresas que precisam de menos eletricidade -- como Swiss Re, Nestlé e outras -- estão se unindo para fechar contratos de abastecimento de energia limpa, ampliando um mercado há tempos dominado pelas gigantes da tecnologia, segundo relatório da Bloomberg NEF publicado nesta quinta-feira.

A estratégia é permitir que mais empresas comprem energias eólica e solar a preços semelhantes aos que são pagos por algumas das maiores usuárias corporativas de energias renováveis. Isso também está estimulando a demanda por energias renováveis em meio à preocupação maior com as mudanças climáticas. Empresas dos EUA já fecharam acordo para comprar 5,9 gigawatts de energia limpa neste ano, mais que o dobro do total de 2017.

"Isso abre as portas para muitas empresas que, do contrário, não teriam comprado energia limpa", disse Kyle Harrison, analista da BNEF em Nova York.

Até recentemente, três quartos dos volumes dos contratos corporativos para compra de energia vinham dos 20 maiores compradores, disse ele. Mas isso está mudando. Cerca de 40 por cento daqueles que firmaram acordos neste ano usaram acordos conjuntos, contra 11 por cento em 2015. Entre os compradores estão a National Geographic e a Etsy, segundo o relatório da BNEF.

Os acordos conjuntos oferecem vantagens às produtoras de energias eólica e solar e inclusive permitem que construam projetos maiores e tirem proveito das economias de escala, afirmou a BNEF. Por outro lado, manter o equilíbrio em um grupo grande de compradores com históricos de crédito variados pode ser desafiador.

"Além das cidades, as empresas têm a maior capacidade de reverter o impacto negativo das mudanças climáticas", disse Harrison. "Elas podem reduzir as emissões em uma escala que nenhuma outra entidade é capaz de fazer."

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