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Mercado pode estar equivocado em relação ao níquel, diz Glencore

Bloomberg News

01/11/2018 14h28

(Bloomberg) -- A gigante das commodities Glencore deu forte apoio às perspectivas para o níquel, afirmando que a maioria dos participantes do mercado não percebe a força da demanda pelo metal e não compreendeu a magnitude do déficit global, mesmo após a queda dos estoques. Os preços subiram.

O consumo mundial ultrapassará a oferta em 124.000 toneladas no ano que vem após a falta de 178.000 toneladas em 2018 e déficits nos dois anos anteriores, afirmou a empresa em apresentação. A demanda está forte, inclusive pelo aço inoxidável, e será necessário mais níquel para as baterias de veículos elétricos, afirmou.

"A demanda está muito mais forte do que a maioria dos participantes do mercado afirma, e o déficit é muito maior do que as pessoas imaginam", afirmou a Glencore em 1 de novembro, ressaltando a queda significativa do estoque global desde 2015. "Há uma resposta bastante limitada do lado da oferta, com exceção da Indonésia. Isso não mudará tão cedo."

O níquel recuou cerca de 9 por cento neste ano e fechou nesta semana no menor patamar desde dezembro, porque as preocupações com a guerra comercial prejudicaram os metais e os investidores monitoraram os primeiros esforços de uma grande produtora chinesa para desenvolver novas tecnologias que poderiam derrubar os preços. A queda ocorreu mesmo com o contínuo entusiasmo com o possível salto da demanda por níquel devido ao uso em baterias de veículos elétricos.

"Como ficou evidente nas significativas reduções dos estoques, as produtoras de níquel são incapazes de atender à demanda", afirmou a Glencore, que listou operações de níquel na América do Norte, na Austrália, na África e na Nova Caledônia. "A necessidade de oferta nova só se tornará mais urgente se a demanda por baterias para veículos elétricos corresponder à expectativa."

Os estoques de níquel têm diminuído neste ano. As reservas monitoradas pela Bolsa de Metais de Londres encolheram pelo 14º mês consecutivo em outubro e estão no nível mais baixo desde 2013. Na China, a Bolsa de Futuros de Xangai registra estoque de 14.385 toneladas, inferior às mais de 100.000 toneladas registradas em 2016.

A Glencore não é a única otimista em relação às perspectivas para o níquel. Em relatório de meados de outubro, o Goldman Sachs afirmou que esperava que o metal atingisse uma média de US$ 17.250 por tonelada no ano que vem. No ano até agora, a média é de cerca de US$ 13.575. O metal avançou 1,1 por cento nesta quinta-feira.

--Com a colaboração de Ranjeetha Pakiam, Martin Ritchie e Krystal Chia.

To contact Bloomberg News staff for this story: Jake Lloyd-Smith em Cingapura, jlloydsmith@bloomberg.net

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