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Louis-Dreyfus fecha acordo para comprar participação de parentes

Andy Hoffman e Javier Blas

07/11/2018 15h13

(Bloomberg) -- Margarita Louis-Dreyfus, a presidente do conselho da Louis Dreyfus Company Holdings, afirma ter garantido financiamento para a compra das participações de outros integrantes da família antes do fim do prazo para a transação, no mês que vem.

A bilionária herdeira russa, que precisava de cerca de US$ 900 milhões para cumprir o prazo de dezembro, vem espremendo a trading agrícola Louis Dreyfus para levantar recursos. No mês passado, a empresa anunciou que havia pago um dividendo de US$ 411 milhões, parcialmente financiado por novas dívidas, que irá em sua maior parte para Margarita Louis-Dreyfus. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, ela não descartou "parcerias estratégicas".

"Com uma estrutura de propriedade estável garantida, estamos bem posicionados para acelerar a execução de nossa estratégia de crescimento", disse Louis-Dreyfus no comunicado. "Gostaria também de manter abertas todas as opções em termos de parcerias estratégicas, se for apropriado para a empresa."

Louis-Dreyfus, 56, é pressionada a cumprir o compromisso assumido pelo falecido marido, Robert, de consolidar o controle da empresa. A participação dela aumentará de 80 por cento para mais de 96 por cento se ela comprar as fatias dos demais integrantes da família.

Consolidação do controle

O acordo aplacará algumas dúvidas que circulam a respeito da trading, como por exemplo como Louis-Dreyfus cumprirá a obrigação de comprar as participações dos membros remanescentes da família. No entanto, o comunicado desta quarta-feira não informa como o "acordo" foi fechado e qual será o custo para a trading de commodities.

A trading continua comprometida com a política de pagar um dividendo de até 50 por cento do lucro líquido, além de pagamentos extraordinários ad hoc relacionados a desinvestimentos estratégicos, segundo o comunicado.

Se Louis-Dreyfus conseguir efetuar o pagamento, consolidará ainda mais o controle sobre a empresa de 167 anos, uma das maiores tradings agrícolas do mundo. Mas a crise de liquidez surge em um momento perigoso para a LDC, que divulgou o menor lucro para um primeiro semestre desde 2011, pelo menos, e recentemente perdeu o CEO e o diretor financeiro.

Repórteres da matéria original: Andy Hoffman em Genebra, ahoffman31@bloomberg.net;Javier Blas em Londres, jblas3@bloomberg.net

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