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Esqui à luz do sol da meia-noite é atração de centro no Ártico

Jen Murphy

08/11/2018 15h35

(Bloomberg) -- O terreno selvagem do Ártico costumava ser o parque de diversão dos exploradores. Mas uma nova safra de alojamentos de luxo para esquiadores que chegam de helicóptero está transformando a região em um novo destino para aqueles que buscam neves virgens e passeios ilimitados, compartilhados apenas com os ursos polares e as renas que moram lá.

Se esquiar à luz do sol da meia-noite soa como um alto nível de ostentação, a ambiciosa Niehku Mountain Villa - com 14 quartos na fronteira entre a Noruega e a Suécia - consegue ir além. Situada no paralelo 68, ao norte do Círculo Polar Ártico, pode-se chegar lá com um voo de 90 minutos de Estocolmo até Kiruna, seguido por uma viagem de carro de 90 minutos por uma estrada bela e erma.

Não existem muitos centros de aventuras como este: as únicas opções comparáveis são Deplar Farm, na Islândia (que exige aquisições privadas) e o centro de esqui de helicóptero da Weber Arctic na Ilha Baffin, no Canadá (onde os hóspedes ficam em um hotel simples, administrado pela comunidade). Mas, quando abrir as portas em março para sua primeira temporada oficial - a melhor estação para esquiar no Ártico é a primavera boreal -, Niehku tentará elevar o nível com uma adega de 500 garrafas de vinho, equipamentos de esqui de primeira linha, como os esquis freeride Salomon, e refeições com diversos pratos, ideais para fãs de produtos locais.

Luxos

Quando abrir, Niehku encarnará as paixões dos amigos Johan "Jossi" Lindblom e Patrik "Strumpan" Strömsten, proprietários e administradores do lugar: esqui, boa comida e vinho, designs legais e música. Strömsten é ex-esquiador e foi nomeado duas vezes o melhor sommelier da Suécia, e a dupla já tocou em uma banda de rock chamada The National Borderliners.

Os 14 quartos - construídos dentro de uma rotunda ferroviária do começo do século 20 - combinam materiais locais com confortos de alto nível. Há pisos de carvalho e paredes de ardósia provenientes de Alta, na Noruega; cerâmica de pedra personalizada nos chuveiros; e plantas do edifício original penduradas sobre as macias camas Hästens.

Os dias vão começar e terminar com refeições preparadas pela esposa de Strömsten, que também é sommelier e comanda seu próprio restaurante de sucesso, Krakas Krog, na ilha de Gotlândia. Os donos dizem que será "comida de esquiador", mas definitivamente não se trata da marmita de chili ou do fondue chique com que a maioria dos esquiadores está acostumada. Doces caseiros, granola e iogurte, além de ovos feitos a pedido são o combustível para a manhã inteira. O almoço - embalado para um piquenique na parte traseira do helicóptero - pode ser uma garrafa térmica de ensopado de rena e pães recém-saídos do forno harmonizados com cervejas orgânicas de pequenas cervejarias suecas. E à noite, será servida aos hóspedes uma refeição de vários pratos que pode incluir caviar sueco com alho-poró enegrecido e azeite de ervas harmonizado com champanhe Vilmart & Cie Grand Cellier de 2011 e pernil de rena de Kiruna com cogumelos chanterelles em molho de mirtilo-vermelho harmonizado com um Brunello di Montalcino Castello di Argiano Sesti de 2009. Considerando os antecedentes de Strömsten, talvez não cause surpresa que a adega tenha 500 marcas de alto nível, entre elas ícones americanos como Harlan Estate, Sine Qua Non e Colgin - além de cerca de 60 garrafas de Domaine de la Romanée-Conti).

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