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Nike e LVMH elogiam campanha da China de combate a falsificações

Bloomberg News

08/11/2018 15h53

(Bloomberg) -- A Nike e a LVMH, que lutam há tempos contra as falsificações de seus produtos famosos, elogiaram os esforços da China para combater o roubo de propriedade intelectual.

O presidente dos EUA, Donald Trump, citou violações de propriedade intelectual, incluindo a falsificação de produtos de grandes marcas, como justificativa para impor tarifas às exportações chinesas. Mas os executivos das duas empresas mostraram mais tolerância durante a China International Import Expo, em Xangai, nesta quinta-feira.

O país ajudou a criar um "ambiente muito melhor para as marcas" em comparação com uma década atrás, disse Valérie Sonnier, diretora global de propriedade intelectual da Louis Vuitton Malletier. A China fez "muito mais do que alguns dos demais países", disse.

Sonnier citou medidas repressivas do governo contra redes sofisticadas de falsificadores na província de Guangdong, no sul da China, que impediram a exportação de bolsas Louis Vuitton falsificadas para Dubai e para os EUA.

Margo Fowler, diretora de propriedade intelectual da Nike, fez coro a esse sentimento, manifestando apreço pelo "crescimento do sistema de propriedade intelectual da China ao estender o status e a proteção de marca registrada" à Nike, a seu logotipo e ao slogan "Just Do It".

As duas empresas têm registrado crescimento nas vendas da China em um momento em que consumidores de maior poder aquisitivo passam a comprar marcas de alto padrão. A receita anual da Nike na China no ano passado foi de US$ 5,1 bilhões, mais que o dobro do total de 2013.

Dos 50 países do International IP Index da Câmara de Comércio dos EUA, que mede o compromisso de proteger a inovação por meio de direitos legais, a China ocupa o 25º lugar. O país é elogiado na pesquisa por reformas relacionadas a patentes e direitos autorais, mas perde pontos devido aos altos níveis de violação e à insuficiência de garantias jurídicas.

Na exposição, várias autoridades chinesas ressaltaram o progresso do país na repressão às falsificações, mas também reiteraram a determinação do país para realizar novos avanços. Ainda assim, algumas empresas presentes no evento comentaram que a proteção da propriedade intelectual continua sendo uma preocupação na China.

"É pouco realista esperar que algum país conseguirá erradicar completamente a falsificação e as violações de propriedade intelectual", disse Wang Hejun, chefe do departamento de defesa e investigação comercial do Ministério do Comércio da China. "Não se deve ter a imprudência de impor sanções unilaterais e prejudicar regras multilaterais por causa de alguns problemas com a proteção da propriedade intelectual."

To contact Bloomberg News staff for this story: Rachel Chang em Shanghai, wchang98@bloomberg.net;Miao Han em Pequim, mhan22@bloomberg.net

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