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Generali não fará seguro de construção de novas usinas de carvão

Jeremy Hodges

09/11/2018 14h12

(Bloomberg) -- O conselho da Assicurazioni Generali aprovou sua primeira estratégia relativa à mudança climática, que promete deixar de subscrever qualquer nova construção de usinas de carvão e deixar de assumir quaisquer novos clientes do setor de carvão. A estratégia tem vigência imediata.

A nota técnica publicada nesta sexta-feira pela maior seguradora da Itália dá continuidade ao anúncio feito em fevereiro, em que a companhia se comprometeu a se desfazer de 2 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) no carvão e a destinar 3,5 bilhões de euros a investimentos ecológicos até 2020. Todos os ativos serão descartados até abril de 2019.

A política segue o exemplo de outros gigantes do setor de seguros, como Allianz e AXA, que prometeram abandonar o combustível fóssil mais poluente diante do aumento da pressão política e pública para reduzir as emissões mundiais de carbono.

Para a Generali, quais são as empresas relacionadas com o carvão?

Empresas que obtêm mais de 30 por cento da receita com o carvãoEmpresas que produzem mais de 30 por cento de sua energia a partir do carvãoEmpresas de mineração que produzem mais de 20 milhões de toneladas de carvão por anoEmpresas que estejam construindo nova capacidade de carvão, conforme identificado pela ONG Urgewald

Um grupo de organizações não governamentais que inclui o Greenpeace e a Unfriend Coal elogiou a iniciativa, mas pediu à Generali que se afaste rapidamente de seus clientes do setor de carvão já existentes que não forem afetados pela política. Em mercados e países muito dependentes do carvão, a Generali irá monitorá-los e assessorá-los com as estratégias de transição para atividades de baixo carbono, de acordo com a nota.

"A iniciativa da Generali mostra que está ficando impossível assegurar o carvão", disse Lucie Pinson, coordenadora da campanha da Unfriend Coal na Europa. "A maioria das seguradoras internacionais com experiência para liderar na avaliação e na subscrição de novas usinas agora se comprometeu a eliminar ou limitar o seguro para novos projetos de carvão."

A política surge semanas depois que um relatório das Nações Unidas sobre o clima pediu um investimento anual de US$ 2,4 trilhões em energia limpa até 2035 e a redução do uso de energia a carvão para quase nada até 2050 a fim de evitar danos catastróficos causados pela mudança climática.

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