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Novo CEO da Petrobras deve conter interferência política

Vinícius Andrade e Sabrina Valle

19/11/2018 14h15

(Bloomberg) -- A interferência política na Petrobras deve ser reduzida sob o próximo presidente da companhia, Roberto Castello Branco, o qual, segundo analistas, reduzirá fatores de risco para as ações.

Castello Branco é um nome muito competente e deve continuar com os esforços pró-mercado da última gestão, disse Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, por telefone. As ações da Petrobras subiram até 1,9% nesta segunda-feira após o anúncio de sua nomeação, e depois oscilaram entre queda e estabilidade, reagindo ao mercado internacional de petróleo. Ivan Monteiro deixará a presidência da estatal de petróleo em 1º de janeiro.

Veja o que os analistas estão dizendo sobre o novo CEO:

James Gulbrandsen, NcH Capital

  • A nomeação de Castello Branco é fantástica
    • "Agora temos a Universidade de Chicago 'administrando' grandes instituições brasileiras"
  • Embora Jair Bolsonaro e Paulo Guedes realmente dependam do Congresso para grandes reformas, a quantidade de melhorias institucionais que eles podem fazer em grandes instituições como a Petrobras e o BNDES é inédita

Danilo Onorino, Dogma Capital SA

  • Monteiro estava tomando as decisões corretas sobre governança e espera-se que isso continue
  • Castello Branco é um nome acadêmico, não corporativo; ele não deve fazer mudanças na governança corporativa
  • A Petrobras não está em situação tão preocupante quanto no passado
  • Yield dos títulos da Petrobras é visto como caro; a empresa precisa melhorar o seu rating
  • Onorino gostaria de ver a Petrobras continuar sua reestruturação

Pavel Molchanov, Raymond James Financial

  • A simples escolha de nomes não significa muito; os investidores devem se concentrar no que a nova administração realmente fará em relação à política energética
    • Por exemplo, a administração protegerá a autonomia da precificação de combustível da Petrobras de maneira consistente?

Rodolfo Angele, JP Morgan

  • Embora ainda seja cedo para avaliar as possíveis mudanças na estratégia da empresa, enquanto a atual agenda focada na criação de valor e na desalavancagem permanecer, o argumento para se investir na Petrobras permanece intocado
  • JPMorgan reitera sua recomendação overweight; menciona riscos menores associados à política após o fim do processo eleitoral

Coinvalores

  • O mercado deve receber a novidade de forma positiva; além da formação liberal, o economista já defendeu publicamente a aceleração do programa de desinvestimento e se posicionou contra o controle de preços

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Marisa Castellani, mcastellani7@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Vinícius Andrade em Sao Paulo, vandrade3@bloomberg.net;Sabrina Valle em Rio De Janeiro, svalle@bloomberg.net