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Economista da UE pede controle de M&A de firmas de tecnologia

Aoife White

05/12/2018 15h42

(Bloomberg) -- Os órgãos reguladores de fusões precisam avaliar o valor dos negócios do Vale do Silício e as possibilidades de geração de receita das empresas de tecnologia a partir do conhecimento a respeito do comportamento dos usuários, segundo o economista-chefe de concorrência da União Europeia.

Tommaso Valletti defendeu a análise "do preço pago e da natureza do negócio adquirido", e também de documentos das empresas que expliquem a estratégia por trás do negócio.

Os limites atuais para desencadear uma análise da UE sobre fusões se baseiam na receita, o que não ajuda a apanhar transações em setores que dependem de crescimento futuro. O significado disso é que muitas aquisições realizadas por empresas como Google, da Alphabet, e Facebook não são investigadas.

"A privacidade está no cerne da concorrência neste mercado", já que empresas famosas "criam enormes conjuntos de dados" a respeito do comportamento do usuário, disse, em evento sobre o combate a monopólios, em Bruxelas. Os órgãos reguladores deveriam começar a observar como as pessoas usam seu tempo em diferentes serviços on-line em que as transações podem criar um "canal único" para chamar sua atenção na internet, disse.

Os anúncios digitais já estão na mira de várias agências europeias antimonopólio de menor porte, muitas vezes motivadas por reclamações de empresas de mídia em meio à migração dos investimentos em publicidade para a web.

Valletti disse que seus comentários refletem sugestões pessoais, e não políticas da UE. Ele deixará o cargo no ano que vem.

--Com a colaboração de Christopher Elser.

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